Há de chegar um dia que a mim
A chuva miudinha haverá de cair.
Lavando-me as arestas ásperas...
A arder por entre o lume do meu
silêncio.
E desabrocharei ao som do meu canto.
Anseio de alma e coração aberto
Que os meus sonhos não se distanciem
De uma realidade futura...
Onde os estilhaços da tristeza não
me atinjam
E nem me aflijam as borboletas do peito.
Que ao alcance da promessa
Possa brotar-me a esperança...
Do peitoril dos meus dias ensolarados.
E de minha garganta estéril ouvirei o meu
canto
Como um pequeno animal que uiva...
Ao beber no regato de uma grande fera.
Quiçá nesse momento
Os meus olhos abertos perscrutar-me-ão...
E
eu não verei nada mais, além de mim.
Do meu destino prescrito
Nas linhas apagadas das minhas mãos lavadas.
Tal qual fênix emergindo das cinzas.
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