REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

sábado, setembro 12, 2015


Há-me uma saudade agrilhoada ao peito
Que não posso simplesmente jogar fora...
Tantas e tantas páginas há escritas nessa saudade
Páginas e paginas de fragilidades
De abraços demorados
De carinhos desenhados
De cheiros e sabores compartilhados
São caminhos feitos por dentro...
Porquanto não é possível a alforria
Desse triste poema
Que foi escrito em mim.




De repente é assim uma dor espalhada...
E você até entende esse dolorido espalhamento.
                  Pois o coração é um órgão pequeno
Para caber tanto sofrimento.
                                 Quando a dor é demais
O peito não consegue reter o choro contido.
É tempo de fragilidade, mas isso também passa...
Correm os minutos, as horas, os dias... O tempo.
E você começa a perceber que já não dói tanto
Pois somos feitos de reconstrução...
E um belo dia você se pega sorrindo de dentro pra fora
É tempo de floração...
Vez ou outra pode até latejar abaixo da cicatriz
Mas você coloca aquele sorriso lindo no rosto
E agradece...
Pois é tempo de celebração.



Apesar de... A vida se faz terna.
As delicadezas insistem
e persistem em brotar-me.


sábado, agosto 15, 2015


Os dias difíceis me ensinaram
A não desistir e a reconhecer
Que por mais gigantes
Que me sejam os obstáculos
A minha fé é ainda maior.



O tempo passou...
Mas tua presença é latente
No cerne da minha (in)quietude
Pois no fundo do meu ser
Tu te refugias...
E continuas
Sendo momentos em mim.


domingo, julho 19, 2015

Que seja amor!!


Que não nos falte as amorosidades de cada dia!
E que elas nos sejam o presságio de um caminho abençoado.
Que os ventos soprem ternuras em nossa direção...
E que os mesmos ventos levem para longe
Tudo aquilo que possa querer nos atrapalhar
De sermos em amor.

terça-feira, junho 09, 2015

Acorrentada a mim...


Que essa carne que em mim arde
Deixe de ser-me punitiva
Ante as minhas fragilidades...
Pois o espírito por mais que o queira livre
Está ligado aos grilhões da mesma.



Refaça em mim, a primavera...


Que lhe sejam verdadeiros
Os afagos que trazes nas mãos
Pois desejo (re)conhecer a minha nudez
Sem as vestes da solidão...
Para que em primavera
Eu refaça os caminhos de mim
Por ti percorridos.



sexta-feira, maio 15, 2015

A solidão que em mim arde...


Ama-me loucamente
Ou mansamente
Viceje em mim
                                                                        as minhas mais loucas fantasias
E me arranque a mesmice
Dessa estática solidão...
  
Ama-me mansamente
Ou loucamente
Revolvendo-me o vazio
                                                                            E a beatitude das esperas
Em fogo que se alastre...
                                                                               ___Em um rastro de paixão
E que me sejam insanas
                                                                              As já vividas lembranças...
Onde agora repousa...
                                                     ____a agonia
Dos meus desejos tardios

Ama-me loucamente
E mansamente
Até o ardor da última chama
Posto que me seja cinzas
                                                                                 Esse marasmo que me arde.





quarta-feira, maio 13, 2015

Quando se é o momento... O amor se faz em urgência.


Deixe-me te olhar devagar
Encante-me um pouco mais
Dei-me saber que é amor
Sem antes e sem depois
O ontem é passado
E do amanhã nada sei
A urgência me é agora...


sábado, maio 09, 2015

Tudo teu... Em mim!


Este é um vídeo produzido por minha amiga Cris Caldas
Do canal do You tube: 
Enternurando-me a alma editando nele este meu poema:

Não tome atalhos para chegar até mim
Traga-me os teus amanheceres
E os teus anoiteceres
Traga-me o perfume das tuas rosas
E as cicatrizes dos teus espinhos
Traga-me a emoção das tuas alegrias
E as lágrimas das tuas tristezas
Traga-me a expectativa das chegadas
E a antecedente saudade das despedidas
Traga-me a tua coragem ante o desconhecido
E as inquietações do mesmo
Traga-me os encantos da convivência
E as falas silenciosas da solidão
Traga-me os anseios dos teus sonhos
E as ternuras das tuas amorosidades
Simples assim...
Das tuas noites e dos teus dias
Traga-me as vivências da tua alma
E as verdades dos teus caminhos
Pois é essa a matéria que me molda.


quinta-feira, abril 23, 2015

O amor de Deus nos beija a cada instante!


A suavidade da ternura era tanta,
Que me estremeceram os cílios.
Pois eu sabia que Deus estava ali
Beijando-me os olhos.



terça-feira, abril 14, 2015

Renovações têm cheiros...


Gosto desse cheirinho de ternuras novas
que os ventos estão sempre soprando.
Cheirinho de novos caminhos, de novas amorosidades...
É aquele cheirinho bom que antecede as novidades, os recomeço.
É um cheirinho doce no ar... Cheirinho de amor renovado.
Você sabe o que é um amor renovado?
São os afagos, os carinhos, as gentilezas e as delicadezas de cada dia...
São gestos bonitos que 
quando devidamente irrigados estão sempre em brotamentos.
E tão lindamente nos beija a alma e o coração.


segunda-feira, abril 13, 2015

Se faça em cores... Mesmo que os dias sejam de sombras.


Ilumine o mundo com as suas cores preferidas
Pois os dias são coloráveis!
Não há sombras que permanecem por muito tempo
Para aqueles que trazem as cores do amor dentro de si.



Das amizades...


Amizade bonita é aquela que desmancha em sorrisos
A cara amarrada de alguns dias.
Amizade bonita é aquela que nos ajuda a desatar os nós
Feitos dos não que a vida às vezes nos oferece...
E a transformá-los em adoráveis laços feitos de sim.
Amizade bonita é transcendente dentro do tempo,
da distância, da religião, da raça, da cor da pele, do sexo e da idade.
Amizade bonita é simples assim, feita de calor, amor e respeito mútuo.
E de uma coisa eu tenho certeza:
Que amizade bonita é feita de lembranças boas...
Tenha ela durado meses, anos ou uma vida inteira.

Por acreditar...

             
Em tempo algum eu pensei que seria fácil...
Mas eu sabia que Deus me guiava em cada passo do caminho.
E por assim acreditar... Eu caminhei.


quinta-feira, abril 02, 2015

Ternuras e coragem de uma menina...


Muitos dizem que devemos seguir em frente
E não olhar pra trás...
Mas os sentimentos vividos em mim
Assim não o permiti.
E vez ou outra me pego dando aquela olhadinha
Para aquela menininha que um dia eu fui
E penso comigo: poxa o quanto eu cresci!
E de repente percebo que já sorri por ela
Que já chorei por ela
Mas nunca lhe agradeci...
Sim, nunca lhe agradeci pelas vezes em deixou os seus espantos,
E os seus medos em um canto
E correu lá fora para brincar...
E celebrar a vida como qualquer criança.
Nunca lhe agradeci...
Pelas vezes que o seu sorriso escondeu as tristezas,
As lágrimas e as dores
E foi se alargando em esperança...
Pois é, o tempo foi passando
E um belo dia eu não mais enxerguei a criança
A deixei lá... Escondidinha no casulo de mim.
Mas a tal não o fiz por medo de reviver os seus assombros
Mas sim, como se finalmente eu a pudesse protegê-la.
Para hoje perceber que quem me ensinou valentia foi ela
Foi ela que me pegou pela mão e me trouxe até aqui.
Foi ela que ensinou enternecimentos, amorosidades,
E sobrevivência a mulher que hoje sou...
É a essa menininha que hoje agradeço.




terça-feira, março 31, 2015


Se não fores capaz de contemplar
a exposta nudez da minha alma...
Tampouco serás capaz de receber
a intensidade do meu amor.

Pois é cá dentro que me há
toda a eternidade num único instante.
É onde me sei em todo (in)completo de mim...
Lágrima minha, sorriso meu;
A infância, a criança, a mulher.

Não me queiras sem os meus inteiros
Sem os assombramentos que me guardam
e me revelam.
Tão fugaz..., tão intensa..., tão alma;
Que talvez nunca seja vista.



Borboleto por aí...
E borboleta que sou
Atrai-me o perfume das flores
Atrai-me esse seu carinho ofertado de cada dia
Esse amor colocado nas pontas dos dedos
E dispensado a tantos corações...
Sim, isso mesmo!
Estou falando com você
Aí do outro lado da telinha
Que me cativa com suas ternuras
Com o teu capricho em querer agradar...
Com o seu tempo dispensado a nós
Para nos trazer um pouco de afago na alma
Cativa-me esse seu afeto gratuito
Que da minha parte recebo com carinho...
Grata sou sempre...
Pelo perfume que em meu coração fica
Dos teus enternecimentos compartilhados.


terça-feira, março 24, 2015


Preste atenção nos sinais de Deus
É onde as ternuras acontecem...
Para estes sinais não há falhas e nem erros
Eles falam tão somente de amor!
E sempre haverá uma ternura *Dele*
Enviada especialmente pra você.



Às vezes é preciso banhar-me um pouco mais das ternuras
Para pacificar-me dos desafetos que rondam por aí...
É que as amorosidades não cabem em certos corações.



domingo, março 22, 2015


*´¨)*
¸.•*¸.•

Perfumar-se de flores significa crescimento...
É quando somos capazes de desenvolver as nossas ternuras
Apesar de...
... Da falta de sol em dias de chuvas
Da falta de chuva em dia áridos.
Perfumar-se de flores é quando não se perde a fé
Apesar da realidade não ser a esperada.
É quando os brotamentos, teimosos que são...
... Estendem os seus braços e nos enternura o coração.
É quando somos gratos pelo que temos
E não pelo que desejamos.



sábado, março 21, 2015


Quando as ternuras não nos cabem mais no coração
Elas transbordam em forma de amor...
Se deságuam em forma de afetos, toques,
Carícias e proteção.
Tornam-se levezas afagadas e ofertadas
Pois levezas não nos pertencem
São enternuramentos que Deus nos oferece
Para fazermos um caminho bonito...
Que assim seja!!

terça-feira, março 17, 2015


Não, eu não nego...
Que já tive vontade de ferir quem me feriu,
Que já quis revidar a altura ou talvez até além...
Pois é tão mais fácil “dar o troco”,
“Pagar na mesma moeda”,
Colocando em prática a abolida lei...
Do “olho por olho, dente por dente”.
Mas, isso me faria mais digna?
Ou me traria paz comigo mesma?
Certamente que não.
Ao revidar as ofensas ao pé da letra
O outro estaria colhendo o que plantou?
Se é como dizem por aí...
Que "cada um colhe o que planta"
Pode até ser que sim.
Mas, e eu? Estaria colhendo o que plantei?
Não, creio não.
Pois se eu semeio amor espero colher amor...
É isso que espero colher do meu jardim.
E não é semeando ou esparramando mais ervas daninhas
Pelos canteiros, que eu vou conseguir esse propósito.
Por isso não estranhe o meu recolhimento
E às vezes, até certa doce de isolamento...
Pois não vou bater de frente
Com os infortúnios... Das almas sem levezas.
Eu prefiro a paz do meu silêncio.
Afinal doce e permanente, é o perfume das flores...
Que permanece na concavidade da minha alma.

domingo, março 15, 2015


Dizem que tristeza triste
É uma tristeza em pingos...
De um alagamento que nos atravessa o peito 
Das lágrimas choradas dentro.




O que me fere cada vez mais
É o amor que deixamos de dar...
Por capricho, por não saber perdoar,
Por não saber receber e também ofertar
Ou simplesmente por não saber amar.


sexta-feira, março 13, 2015


Deitando as pegadas pelo caminho
De repente eu compreendi
Que por muito longa que fosse a distância
Não me era importante
Pois os sonhos, eu os carregava comigo
E tratei de apreciar as delicadezas
Enquanto me refazia do cansaço.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

Reciprocidade