REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

quinta-feira, novembro 08, 2012

Uma solidão a dois


As vezes sinto-me tão só em nós
Uma solidão a dois
Harmonizada de laços 
Estendendo os braços
Implorando por abraços
Atados, no tempo constante do depois
Ausências suas, tão minhas, a sós
Desatando o vazio, as estruturas soltas
O retraimento invadindo os nossos espaços
Estendendo em nossa orbita, os embaraços
Distribuído em um casulo cheio de voltas
Florescido de sombria indiferença
Regado pela falta da presença
Da paixão, do calor...
Anoitecidos pela carência do fulgor
Dos afagos das suas mãos.

8 comentários:

Edum@nes disse...

Fiquei com curiosidade
O que é uma solidão a dois
Se não tiver disponibilidade
Para me dizer, volto depois!

Solidão é tristeza
Deixa para lá ela agora
Fico apreciando a sua beleza
Enquanto não for daqui embora!

Não me canso de para ela olhar
E ver nos seus lábios um sorriso
Seus lindos olhos a brilhar
Duas estrelas no paraíso!

Boa noite para você,
amiga may lu, beijinho
Eduardo.



Anônimo disse...

En ocasiones, aunque sean dos personas en el mismo Espacio; la Soledad se hace doblemente más Fuerte.
Precioso Post.
Abrazos.

Sónia Micaelo disse...

E é a solidadão que mais dói, a que sentimos, estando acompanhadas...
Adorei!
Bom final de semana!
Beijinhos
Sónia

POETA CIGANO disse...

Querida amiga May Lu !

Perdoa-me invadir seu espaço, mas temos amigos comuns. Seu Blog. é muito lindo e adorei seus pensamentos e textos poéticos. Está de parabéns!
Beijos de luz !

POETA CIGANO - 09/11/2012

http://carlosrimolo.blogspot.com

VIVENDO A VIDA ASSIM... disse...

A pior solidão é aquela de quando estamos rodeados de pessoas mas nenhuma conectada conosco emocionalmente. Gostei do poema amiga. Bom final de semana, beijinhos!!

O Profeta disse...

Cinco letras…
Cinco pontas de cadente perdida na aurora
Na loucura de alguns instantes escrevo
Descalço vou adiante num ir longe, embora

Solto das mãos murmúrios sussurrantes
Do basalto explode um bando de pombos bravos, alguns negros
Há um livro branco apenas com a palavra ausência
Há uma carta de marear para um rumo de mil segredos

Flores de solidão crescem em pedaços de fria lava
Um espantalho saltou-me do bolso a remexer
Uma sombra desceu a janela e tocou-me
Cerrei olhos para sentir o que não queria ver

Luminoso fim de semana


Doce beijo

POETA CIGANO disse...

Querida amiga May lu !!!

Tem um selinho em meu Blog. te esperando.
Se ainda não pegou, pegue. É uma cortesia
Do Blog. de “Poesias do Poeta Cigano”.
Sinto-me honrado em tê-la como amiga e
Seguidora.
Beijos de luz !!!

POETA CIGANO – 12/11/2012
http://carlosrimolo.blogspot.com

Zélia Cunha disse...

Olá amiga,

Lindo teu poema. De solidão eu entendo e essa é a pior. Mas sempre fica um aprendizado, um amadurecimento, nada é por acaso. É um tempo de reflexão.
Beijos


O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

Reciprocidade