Agrilhoada no arrastar das asas do tempo
Na longa espera pela libertação
A melancolia embrionária não
adormecia.
E enquanto lá permaneceu
Mergulhou em doído silêncio
O silêncio da espera
Muito além da sua escolha.
Sedosamente envolvida no dolorido casulo
Sedosamente envolvida no dolorido casulo
Aguardou pelo momento da metamorfose.
Numa ávida sofreguidão de quem pela luz espera
Temeu pelo precioso momento.
Mas, eis que chega o instante desejado...
Com certa dose de ansiedade
Removeu-se do alvéolo
Removeu-se do alvéolo
Abriu suas magoadas asas
E levantou voo.
E com polida "indulgência" compreendeu
Que a diferença entre o voo e o
casulo
É apenas uma linha tênue.
Revelando os opostos fundamentais da
vida.
Onde as concepções dos mesmos se revelaram "similares"
Um território de dolorosa solidão
Que está muito além do ornamento das cores.


4 comentários:
Olá May,lindo poema!A metamorfose da lagarta em borboleta.Não seria o casulo um óbice para essa transformação.
Bjs de Luz
Carmen Lúcia
Bela poesia nos levando a refletir sobre a solidão sob o prisma da igualdade dos opostos. Parabéns! Bjs.
Io May lu
Que lindo poema! Nos leva a várias reflexões:solidão,espera, metamorfose... além do "casulo" e o "voo".
Um iluminado final de semana para você!
bjs
Oi May Lu, esta é uma linda reflexão que nos inspira a pensar em muitas coisas, e da qual tenho a mesma opinião e concordo com o que escreveu a tua amiga Vilma. Um Feliz final de semana, beijinhos doces. Suzana (www.sfersete.blogspot.com.br)
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