REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

domingo, setembro 23, 2012

O caminho da lagarta


Ouço a melodia do fremir das asas
E ensaio uns passos para fora do invólucro.
Sob um feixe de luz...
O movimento.
Neste infinito segundo
Sugo a magia da existência
Vou e venho
Sem saber para onde seguir.
Estremeço ao serpenteio das cores.
Entre o casulo e eu
Ainda existe uma eternidade de sonhos
Ainda há promessas adormecidas.
Desvendei-me
 Mas não me encontro...
No profundo alvéolo permaneço
Insinuando o voo
Vezes e vezes sem fim.




3 comentários:

Edum@nes disse...

No caminho da lagarta
E as cores da tua vida
Na mar numa fragata
Nas altas ondas à deriva?

Num porto seguro uma flor
A fragata encostou
Estava lá o teu amor
Para sempre com ele te levou!

Bom domingo para você,
beijinho
Eduardo.

Eu...Suzana disse...

Amei..muito lindo!! A descrição suave do nascimento de uma borboleta, a delicadeza das palavras, fantástico. Gostei demais. Beijos minha amiga May Lu e boa semana.

Enigmático Byjotan disse...

Começa "miudinho" e vai num crescente, como a própria borboleta que surge.Lindo.Beijo grande de leitor.:-BYJOTAN.


O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

Reciprocidade