Sim, eu
muito te desejei...
E com enternuramentos eu te esperei
Nem
tinhas ainda nascido
Porém já
lhe acarinhava em meus pensamentos
E já
me via debruçada sobre ti
Velando
o teu sono, os teus sonhos...
.... As tuas fragilidades
Já te
imaginava ao alcance das mãos
A lhe
afagar uma distraída mecha de cabelo
Caída
sobre a testa
Já
ansiava por tuas poses e sorrisos
Tornando
tudo o mais pequeno
Diante
da graça de te contemplar
E te
eternizar em minhas memórias
Nem tinhas ainda nascido
E já me ensinavas ternuras...
Estavas em toda parte de mim
Enquanto meu corpo se desenhava em amorosidades
E o recebia em mim
E pouco a pouco fostes chegando
E me enternurando...
Enquanto meu corpo se desenhava em amorosidades
E o recebia em mim
E pouco a pouco fostes chegando
E me enternurando...
E no dia
do seu nascimento
Descobri
o quão forte e frágil
Ao mesmo
tempo eu sou
Compreendi
que em qualquer tempo
Eu
morreria por ti
Mas que
pelo resto da minha
Eu
estaria fragilizada diante das suas dores
Das
tuas lágrimas, do teu choro...
Por não poder tomá-los para
mim
Os anos se passaram...
A vida teceu os seus encontros e
desencontros
E nem sempre o tenho ao alcance dos meus
olhos
A desfrutar-me com seus sorrisos desenhando
horizontes
Nem sempre o tenho no calor dos meus
braços
Quando a tristeza, a desilusão
O medo e a dor
Lhe assaltam o peito
O medo e a dor
Lhe assaltam o peito
Mas uma força maior
Denominada por amor
Denominada por amor
Atravessa qualquer distância...
E em minhas mãos eu sinto as tuas
A me acarinhar a alma e o coração
Com a tua presença
A me acarinhar a alma e o coração
Com a tua presença
Pois entre as idas e vindas da vida
Você continuará sempre em toda parte de
mim
Porque ser mãe me é
a concessão mais nobre
Que Deus me concedeu.
2 comentários:
Que linda a sua poesia revi-me inteiramente nela embora os meus ainda não tenham empreendido os grande voos por serem pequenos!
Bjs e bom dia!!!..
Amor de mãe lindamente declarado!MUITO LINDO! bjs,chica
Postar um comentário