REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

sábado, março 15, 2014

Meu filho... Minha vida!


Sim, eu muito te desejei...
E com enternuramentos eu te esperei
Nem tinhas ainda nascido
Porém já lhe acarinhava em meus pensamentos
E já me via debruçada sobre ti
Velando o teu sono, os teus sonhos...
.... As tuas fragilidades
Já te imaginava ao alcance das mãos
A lhe afagar uma distraída mecha de cabelo
Caída sobre a testa
Já ansiava por tuas poses e sorrisos
Tornando tudo o mais pequeno
Diante da graça de te contemplar
E te eternizar em minhas memórias
Nem tinhas ainda nascido
E já me ensinavas ternuras...
Estavas em toda parte de mim
Enquanto meu corpo se desenhava em amorosidades
E o recebia em mim
E pouco a pouco fostes chegando
E me enternurando...
E no dia do seu nascimento
Descobri o quão forte e frágil
Ao mesmo tempo eu sou
Compreendi que em qualquer tempo
Eu morreria por ti
Mas que pelo resto da minha
Eu estaria fragilizada diante das suas dores
Das tuas lágrimas, do teu choro...
Por não poder tomá-los para mim
Os anos se passaram...
A vida teceu os seus encontros e desencontros
E nem sempre o tenho ao alcance dos meus olhos
A desfrutar-me com seus sorrisos desenhando horizontes
Nem sempre o tenho no calor dos meus braços
Quando a tristeza, a desilusão 
O medo e a dor 
Lhe assaltam o peito
Mas uma força maior
Denominada por amor
Atravessa qualquer distância...
E em minhas mãos eu sinto as tuas
A me acarinhar a alma e o coração
Com a tua presença
Pois entre as idas e vindas da vida
Você continuará sempre em toda parte de mim
Porque ser mãe me é a concessão mais nobre
Que Deus me concedeu.

2 comentários:

Maria disse...

Que linda a sua poesia revi-me inteiramente nela embora os meus ainda não tenham empreendido os grande voos por serem pequenos!
Bjs e bom dia!!!..

chica disse...

Amor de mãe lindamente declarado!MUITO LINDO! bjs,chica


O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

Reciprocidade