Às vezes é preciso lamber as chagas
Das
nossas feridas abertas.
É preciso escorrer pelos cantos da
boca
O amargo da lesão.
É preciso provar da dor...
A polpa quente e latente
Entalhada no nosso avesso.
É preciso sorver o sangue...
Até sentir o doce da seiva.
Em novedio nas brechas das nossas alma.
Para que nos inicie a cicatrização.
Um comentário:
Consigo apreciar o doce, porque provei o amargo...
Muito belo, May. Gostei mesmo muito!
Beijos
Sónia
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