No ventre nasce um nova mulher
No peito bate um novo coração
No peito bate um novo coração
Já ouço suas pulsações
Que me tocam a alma
Estou tomada de emoção
Floresci da minha solidão!
Fui concebida...
Renasci das cinzas
Aprendi com meu silêncio
Meus abismos...
Meus abismos...
Que ouvir a voz do coração
É ouvir a Deus
Coração bate cheio de sabedoria
Em saber que sou louca
Em minha lucidez
E que sou lúcida
Em minha loucura
Sendo louca ou lúcida
É o mesmo coração que bate
Que ama e encanta
Com as pequenas coisas
Como o barulho do vento
Ao beijar meus ouvidos
Dizendo que o mundo
É uma ciranda azul
E que tenho de ser equilibrista
Que se a lua não vem a mim
Eu vou até ela
Lua cheia de segredos
Acabou por me contar
Que o amor não usa máscaras
Ele é puro
Inconfundível!
E que para andar de mãos dadas
Não basta só querer
É preciso caminhar juntos
Seguir na mesma direção
E que nem tudo vale a pena
Mesmo quando a alma é grande
Contrariando o grande
Fernando Pessoa
Que nos disse:
"Tudo vale a pena
Quando a alma não é pequena"
Uma alma grande não deve doar
Sorrisos e agrados
A uma alma pequena
Não vale a pena...
Hoje eu quero mais
Quero o sorriso dado...
Retribuído!
Não quero só afagar
Quero ser afagada
Quero a ternura compartilhada
Nas palmas das mãos.
Quero a ternura compartilhada
Nas palmas das mãos.
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