Não, eu não
nego...
Que já tive
vontade de ferir quem me feriu,
Que já quis
revidar a altura ou talvez até além...
Pois é tão
mais fácil “dar o troco”,
“Pagar na
mesma moeda”,
Colocando em prática a abolida lei...
Do “olho
por olho, dente por dente”.
Mas, isso
me faria mais digna?
Ou me
traria paz comigo mesma?
Certamente que não.
Ao revidar
as ofensas ao pé da letra
O outro
estaria colhendo o que plantou?
Se é como
dizem por aí...
Que "cada
um colhe o que planta"
Pode até
ser que sim.
Mas, e eu? Estaria
colhendo o que plantei?
Não, creio
não.
Pois se eu semeio amor espero colher amor...
É isso que
espero colher do meu jardim.
E não é
semeando ou esparramando mais ervas daninhas
Pelos
canteiros, que eu vou conseguir esse propósito.
Por isso
não estranhe o meu recolhimento
E às vezes,
até certa doce de isolamento...
Pois não
vou bater de frente
Com os infortúnios... Das almas sem levezas.
Eu prefiro
a paz do meu silêncio.
Afinal doce
e permanente, é o perfume das flores...
Que
permanece na concavidade da minha alma.