Aprendi que dentro do inferno pessoal de
cada um
Você escolhe ficar nele ou mudar.
Aprendi que para haver mudanças...
Há de acolher com as mãos,
A alma e o coração.
Aprendi que gentileza nem sempre gera
gentileza.
Porquanto nem sempre a mão ofertada
Consegue içar as pessoas dos seus abismos.
Porque lhes faltam vontade de sair dos
mesmos.
Porém, jamais vou deixar de tentar!
No entanto, também aprendi
Que apesar dos tombos, das rasteiras
Que a vida costuma nos pregar...
Ainda se pode colher ternuras
Entre os espinhos espalhados pelo caminho.
Pois que, olhando para trás
Percebi tanta doçura espalhada
Entre as pedras da minha jornada.
Vi sorrisos escancarados, verdadeiros
Sorrisos ternos em rostos de crianças
Carregando-lhes na face, o brilho da esperança.
Crianças que se fizeram homens e mulheres
De luta, de garra...
Sem deixar de lado a ternura do sorriso
O calor do abraço
E o amor espalhado dentro do peito.
Amor que salva, que cura
E acresce a fé na vida, na paz, na união.
Amor que ensina delicadezas,
Retidão e firmeza nos passos.
Amor que ensina a não deixar o peso da luta de cada dia
Matar os sonhos, a gentileza, a humildade
Matar os sonhos, a gentileza, a humildade
E principalmente a prece de gratidão.
Amor que me dá a certeza de que no final
A colheita haverá de ser doce.
Pois aprendi que nenhuma dor,
Tristeza ou desilusão.
Hão de roubar-me do coração
Essa preciosidade chamada amor.