As Cores Da Minha Vida
REVELAÇÃO
Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.
Oswaldo Montenegro
quinta-feira, julho 25, 2013
As minhas falas
As minhas falas sem sentido
São as que mais falam de mim
Pois eu as digo só para tocar você
As minhas falas são arroubos...
...depois de tempestuosos silêncios
As minhas falas são solidão.
Em ritmo de espera
Há uma solidão acordada por trás do seu sorriso.
Há um permanente outono amarelecido
A vazar do teu olhar.
As raízes do seu passado prendem-se ao seu presente.
E de mãos vazias de ti
Por vezes
Ouso esperar que chegues a mim.
Em um tempo só nosso.
Espírito árido
É na poesia que ouso rasgar as vozes das pedras mudas
Colhendo palavras doces
Em terreno desprovido de sensibilidade.
E de ilusão teço a minha teia
Que nenhum artesão seria capaz de tecer.
segunda-feira, junho 10, 2013
Descanso em ti
Desafiando o inverno e o destempo da noite
As cores-guardadas-das-manhãs desenham sóis
É teu sorriso vaga-lume
A lhe escapulir pelos cantos da boca
Iluminando as minhas noites sem estrelas...
Espalhando-me uma alegria mansa.
Afaga-me em paisagem bucólica
Esse seu riso-suavidade
E numa vontade de descanso...
Deixo a vida ser-me bonita
Enquanto recebo de ti aconchego.
segunda-feira, junho 03, 2013
Olhares de ternura
Acredite o mundo ainda é são
.
Ainda há desabrochamentos de maravilhas.
Ainda cabe em nosso olhar muita sensibilidade.
Talvez, muitos se perderam do coração que os humaniza.
Sendo ludibriados pela maldade oculta...
Maldade esta, de outros tempos
E do tempo presente.
Envolvendo a alma de tanta gente
.
Talvez, muitos deixaram de acreditar...
... De alimentar a fé.
De certa forma lancinados por suas má ações.
Que lhes devoram e lhes engole toda a ternura
.
Entretanto acredite...
Que lhes há sonhos fechados
Além das chagas abertas.
Acredite ainda há vida em terra árida
.
Eu sei que por aí
Balouçam enternecimentos ao vento
À espera de um milagre.
De um afago teu
Meu
Nosso
Que os liberte em cores
Do casulo que os encobre
.
Acredite há por aí doçuras à colher
.
A terra ainda é fértil.
E jorra sentires a olhares de afeto.
quinta-feira, maio 16, 2013
Então sinta
Então sinta... Sinta de verdade!
Sinta de olhos abertos
Se entregue de alma
E reveja a sua maneira de enxergar o mundo
O que você vê?
Novos horizontes nas antigas linhas do tempo
Diferentes e novos traços em um mesmo cenário
O seu cenário
Agora se vista de coragem e siga em frente
Sinta os seus passos
Reinvente pegadas
Caminhe de um lado e outro da estrada
Caminhe pelo meio
Se permita
Misture as suas cores
O seu cheiro
Ao mundo que lhe cerca
E aceite o desafio das estações
Sinta o rigor dos invernos
E os maravilhamentos da primavera
O calor dos verões
E o renovo dos outonos
Sinta desde a brisa mansa até ao vendaval
Sinta o belo e o cru de cada coisa
É a vida como ela é
Há sempre um recomeço
De suaves e árduos momentos
Iguais?
Jamais!
Talvez parecidos em cores
Em ardores
Mas um dia, um momento
...
Sempre será diferente do outro
Então sinta... Caminhe!
E se não puder dar um passo de cada vez
Corra, pule... Reinvente!
Porém sinta as suas pegadas
Somente você pode vivê-las
Se permita aos seus medos e anseios
Aos seus erros e acertos
E carregue somente o que for bom
Cá entre nós
Sonhe!
Sonhos são capazes de unir o céu e a terra.
terça-feira, maio 14, 2013
Sentires de uma meio-louca
Crescem-me os braços do desatino.
Atrevidas mãos
A fantasiarem-se de pássaros-nuvens.
Lá no alto
Quais pipas ao vento
Perseguem devaneios em balões.
É voo em ritmo infindo
Em alma de uma meio-louca.
segunda-feira, maio 13, 2013
Abriram-se as cortinas
Horizontes indefinidos não me cabem no olhar.
Não me há tempo para decifrar cores
Em obscuridades que não pintei.
Já não há espaços vazios dentro de mim.
A nebulosidade sussurrou-me um adeus.
E aquarelas inteiras jorram-me em sentires
De um verão permanente.
Na unicidade de mim
As flores me são cousas necessárias.
Sou o horizonte que me habita
Com o horizonte tão perto do olhar
Vesti-me de poesia e me escorri em cores.
Hoje sou navegante-de-fantasias
Onde aquarelas se desenham sozinhas.
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O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)
Reciprocidade