A minha casa reflete os azuis que me
irrompem a alma
E aproveito das
luminosidades que me abraçam
Para abrir as
cortinas do coração
É nele que mora
uma preciosidade chamada amor
É esse amor que
tem me ensinado as lições da vida
Ele me conhece bem
Já sentiu em suas
mãos a minha alma
Num desassossego indefinido
a procura de respostas
Pois os sonhos e
as ilusões se debatiam dentro
Alimentando-me as insônias
O amor com
sabedoria esperava
E o milagre da
vida renovava-se dentro do tempo
Dando-me tempo
necessário para aprender
E conhecer um
pouco dessa mulher que me habita
Da janela do meu
quarto eu via os dias correrem
Às vezes, minha
alma gritava diante das minhas indecisões
Em outras, caia num
silêncio mudo
Um silêncio quase rancoroso com
as mazelas da vida
Mas o amor com
paciência ia abrindo caminhos
E com doçura ia me mostrado os maravilhamentos de se viver
Serenamente fez com que minha alma se acalmasse
E o coração?
Há! Este, ele o tem
decorado dia a dia com esperança e fé.