REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

quinta-feira, março 14, 2013

Semeando felicidade


Talvez o dia tenha-lhe dado 
Um sorriso escancarado
Num parir de lume pela boca.
Ou quem sabe foi inundada 
Por uma brisa leve e mansa
Com cheiro de flor quando acorda.
Só sei 
Que quando ela passou
Levava o brilho da esperança
Bordado no olhar.
Anda por aí...
A semear felicidade.

quarta-feira, março 13, 2013

Lado delicadezas


Tão recompensador
Esse lado delicadeza que tenho.
É ele que me enaltece os dias.
Através da doçura 
De um olhar carinhoso...
Sobre tudo que acarinha
E me permanece na alma.
É esse lado delicadeza
Que me aconchega às belezas-de-cada-dia.
Permitindo-me as ternuras, 
Ao alcance das mãos.
Quando sou delicadezas
É quando me pertenço.
Sou a emoção, o coração, a imaginação.

terça-feira, março 12, 2013

Quase felicidade


Gosto da minha quietude.
Numa ausência de pensamentos,
Tendo a consciência apenas do silêncio.
Unicamente para apanhar doçuras.
Recolher-me é receber respostas.
É-me quase um retorno à origem.
No abandono da existência...
Que me habita
Acarinha-me
E me nutre a alma.

sexta-feira, março 08, 2013

Vivo assim...


 O meu olhar sempre anseia
Num desespero mudo
A presentear-me por dentro
Com as belezas que me passam despercebidas
Enquanto caminho pelos meus desertos
Pois que caminho a procura de mim.


quinta-feira, março 07, 2013

Presença definida


Ainda que as noites continuem
Elas me são memórias sem abrigo.
Pois que,
 Guardo manso olhar
Às delicadezas que trago comigo.
Elas sim, são presença definidas
A fixarem-me as cores da vida.

(In)definições


No silêncio dos dias (es)corridos
A memória lhe chegava (in)definida.
Pois que lhe vingava (in)esperada
E (a)normal ausência dos sentidos...
Esquecidos nos caminhos da sua alma.
Onde lhe estavam as pegadas?
Tinha certa (in)certeza 
De tê-las deixado.
Pegadas imprimidas...
Erros e acertos dos seus passos.
Pegadas que eram suas.
Teriam sido
Noites e dias bordados na areia?
Ontem, ela teve o "mundo" a seus pés
Hoje, está a procura do mesmo.
Perdido no (des)entender da vida.
...
(Pegadas são sinais de vida.)

Em oposição


Observo as suas pétalas
Bordadas em detalhes.
Que permanecem
E confessam...
A sua constante presença
Nas mãos geladas do tempo.
Insistentes...
Acreditam na força das cores.

Amarelo orvalhado


Profundo é...
 O amarelo que me preenche as hastes verdes.
Permitindo-me existir em estrela.
Num sobrenatural jeito de ser...
Corpo dourado pelas mãos do vento.

quarta-feira, março 06, 2013

Sobrevivência


Os olhos gritavam em silêncio
O som firme de uma voz sobrevivente
E no campo árido que lhe habitava
Desabrochava em flor agreste.

terça-feira, março 05, 2013

Espantosa realidade.


A tranquilidade lhe era absoluta.
Foi então que conheceu desvairada solidão...
O silêncio gravitava em barulhos esganiçados.
Paridos dos recônditos, da estarrecida alma.
Traída pelo seu próprio vazio.


O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores