Só podemos ver a nossa verdade
Quando ela nos encara olhos nos olhos.
Nos olhos assombrados de nós mesmos.
São verdades
De cada detalhe fino que abrigamos...
Defrontamos com as tempestades
Revisamos as calmarias
E descobrimos o furtivo.
Num transbordo de detalhes
Todos os sentidos brilham às claras.
Pois que é de terra o nosso molde
É preciso escavar o profundo
Para nos desvendarmos em essência.
E de repente
É-nos familiar a paisagem nas entranhas.
Esteja ela...
Em terreno árido
Ou
Em campo verdejante.










