REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

sábado, fevereiro 02, 2013

Apaixonada pela vida


De repente
O espírito voa livre...
Plenamente seduzido
Pela a vida.
Embala a alegria
E transborda o amor
Que existe dentro de mim.
Aqui dentro
Meu coração bate...
pleno
intenso
absoluto
Sem medo de ser feliz.
Agora eu sei
É disso que minha alma precisa...
implosão
Que me remete ao céu.
Além da montanha...
A felicidade me aguarda.

Sem fronteiras


Silenciosamente dispo a minha alma
Sob um profundo tão grande
Que afogar-me poderei.
Mergulho ao fundo do mais fundo
E revelo a poesia que me possui.
Sem muitos rodeios ou segredos
Lanço os meus sonhos, num acto de libertação.
Sem limites as cores rasgam a minha pele...
Com anseio conquistam o infinito.
A partir daí, percebo...
O quão solitário é, o corpo que as habitam.


domingo, janeiro 27, 2013

Ah, silêncio


Há pessoas que não entendem a profundidade da lucidez do meu silêncio.
 Não reconhecem a intensidade da liberdade 
No momento em que sou ave calada no ninho. 
São instantes em que navego na imensidão 
Do oceano que me habita.
E nestas águas dormiram-se as palavras.
É neste silêncio denso que a boca cala-me e alma fala-me.
Quando lado a lado sou corpo e alma
 É o encontro com o melhor e o pior de mim.
E não estou só...
Sou eu e tantas outras de mim.
Companheiras de silêncio
Juntas, somos o poema por mim nunca escrito.
Para muitos o poema insondável...
E de tempos em tempos o silêncio me visita
Para lembrar-me quem eu sou.
(É dentro do mais profundo que a memória grava a história).

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Cartas de amor


Cartas de amor... Quem não as escreveu
Algumas tão lindas de se ler
Deixam o coração a saltar
Outras tantas sofridas 
Fazem a alma chorar...
Cartas de amor... Escritas por mim
Por ti
Por nós...
Guardadas, choradas, queimadas...
Cartas de amor... Confessados sentimentos
Num sentido vivo de conteúdo.
Almas postas nas pontas da eterna pena do cupido.
Cartas de amor... Pensamentos revelados
Dentro da memória de cada letra.
Manuscritos de muitos corações
Momentos recordados ou esquecidos.
Cartas de amor... Permanecem.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Tão fácil te admirar


Delicada flor
Tão pura na sua existência
Primeiramente te apreciei com os olhos
Mas diz-me: porque apenas te olhar 
Se posso te tocar...
E a intensidade desse carinho 
Só tu podes entender
É a ternura em mim
É-me o meu coração
Na palma das mão.

Não sei bem...


Ser flor
Ser bolha
Sentires que só a alma entende.
 Alma quando procura por abrigo
 Fecha-se
E adormece
Num lugar secreto
Despida de si mesma.
Permanece flor
Ou
Permanece bolha
Pode-se exprimir?
Não sei, não sei...
Só sinto a beleza que me assinala o espírito
E a profundidade do momento.

domingo, janeiro 13, 2013

É preciso permitir se amar


Após profundo sono em imensidão cinzenta
Se desperta iluminada pela grandiosidade das flores.
 Porque toda luminosidade que precisava
Encontrava-se dentro de si mesma.
Assim sendo, ela deixou o antigo casulo de solidão.
E seguiu seu caminho...
Reaprendeu a confiar e amar.
Descobrira o suficiente para ser feliz...
Precisou amar-se para aprender
A dar e a receber afagos na alma.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Silêncio na alma:lugar habitado


O silêncio na alma 
Era de uma profundidade insondável.
Todavia num lugar secreto no interior
Havia todo um vendaval de sentimentos
Mergulhado num vulcão adormecido.
E em meio a essa ventania sem som
 As fendas vestiam-se de letargia.
As cores cerravam as janelas
 Empurrando a visão a um campo inerte:
Às paisagens delineadas de cinza.
 Sem o imprevisível das belezas das manhãs
A sua volta borboleta dava vida
Alimentava a menina que ali habitava.

Sem amarras


Passou por mim toda faceira, ligeira,
Corria em risos soltos.
Lá longe no horizonte...
... Sem linhas.
É assim que ela enxerga.
É assim que ela vive.
Sem limites.
Tem no olhar a cor-de-fantasia.
Atrevida, marota...
 Flor que se abre num único instante.
Magia, encanto...
Chega veemente e parte sem tempo.
Porque a sei brisa
Em velocidade de tempestade,
 Inquietude a agitar as asas.
Ainda assim, sinto que permanece no ar,
O cheiro de flor que acaba de abrir.
E nos corações de quem a festeja 
Ainda é primavera.

Primavera eterna


Tenho uma primavera a fazer-me cativa.
Agrilhoando-me nos olhos-mão do amor...
Que teima em me fazer feliz.
Felicidade esta
Desenhada em flores-de-mil-cores.


O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores