REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

domingo, janeiro 06, 2013

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Foi tentando me encontrar
Que aprendi a viver.
Subitamente, ultrapassei meus limites...
Amadureci, com a chegada do outono.
Encantei-me com a energia das cores
Enquanto contemplava o amadurecimento das folhas.
Pois, a vida deslumbra quem carrega as cores na alma.

sábado, janeiro 05, 2013

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Das delicadezas de cada dia 
O belo fica-me tatuado no olhar.
Permito-me esse deleite
Às janelas de minha alma.

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De repente dei-me conta que a vida estava me sorrindo 
E de imediato lhe sorri de volta.

A ilusão dos sonhos


Sinto a ilusão dos sonhos navegando em mim.
Indefinidos, nos espaços amarelecidos.
Quisera eu, que me cingissem de cores.
Em um rico matizado para os meus olhos cansados.


Ela é o poema


Ela retém as palavras entre os lábios
Atando cada letra consigo.
 Pois que lhe são bem mais que palavras
Bem mais que pensamentos...
Em cada letra aflora um sentimento
Sempre em brotamento.
Vindo à tona camada por camada de toda uma vida.
Há-lhe um poema desabrochado dentro do peito.
Ela o declamaria ao mundo...
Se assim o fosse possível.
Porém é sua alma, seu abrigo.
É o coração cinzelado... O umbigo.
É-lhe a essência.

Sou humana


Desafio-me diariamente
Porque não sou perfeita.
Mas, é assim que eu sou...
Caio, levanto e aprendo.
Porém, sou o melhor que posso ser.
Talho o que de mim é verdadeiro
Miro-me e vejo o essencial a minha natureza
Sem mistura ou alteração...
Entalho em pedra bruta a minha essência
E sei reconhecer-me em cada defeito.
Imperfeita, sim!
Todavia, sincera no meu modo de ser...
Desnudo-me em alma e coração.
Geralmente sou entrega, sou emoção.
E nem sempre ajo com sabedoria...
... Sou impulsiva
Transparente demais em meus atos,
Minhas manias, meus desejos.
E gosto de manter as coisas honestas.
Contudo, como muitos,
Tenho meus erros e acertos.
Afinal sou humana .

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Rendição embriagada


Ah!... poesia
Como é doce colher-te a alquimia
Em êxtase despertas...
... Ao encontro dos olhos que a lê.
Ah!... poesia
Leva-me na tua magia
Para que eu possa voar.
Pois dentro de mim as asas bailam
Ansiando à imensidão do poema.


quinta-feira, janeiro 03, 2013

Horizontes de solidão


O reconhecimento das almas foi imediato.
Rostos habitados de ausências
Corações dilacerados de solidão.
Almas perdidas na multidão
Se sentindo sós entre iguais.
Vidas esquecidas...
Que esperavam qualquer coisa do nada.
E talvez
Somente talvez
Esperavam pouca coisa do tudo.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Do fundo ao mundo


Com uma urgência inexplicável...
Na ânsia de saciar a sede do colorido
As mãos assaltam 
Todas as peças sem vida do tabuleiro.
Suspira com a certeza de quem confia...
Enxerga onde não havia
Absorve o aroma do impossível.
E embebeda-se na fragrância fervilhante
Da vida que acorda.
(O mundo lhe pertence)


domingo, dezembro 23, 2012

Um grande amor


Quero um amor que me acomode
Que me sussurre aconchego
Que me abrace com o corpo inteiro
E me envolva na doçura dos apaixonados.
Preenchendo-me todas as lacunas
Até que eu não me caiba dentro.
Chega de boicotar os sentimentos
Tenho pressa do genuíno
A invadir-me a casa, a alma e o coração.
Com a intensidade que nos exige a vida.
Sim eu quero
Porque eu mereço
Um amor verdadeiro.
Deixe que venha
Que se achegue 
E assente em minhas mãos
Pois eu quero
E espero
Desse amor... O repouso.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores