Ela é margarida colorida
Mas na intensidade é rosa .
Sim, essa sou eu.
Despindo-se da essência na mulher.
A que tem a fortaleza no coração
E a fragilidade do mesmo.
Aquela que é mais sonho que realidade.
E porque não?
Sim...
Sou devaneio, imaginação, poesia.
Sou o livro aberto...
A história que se entremeia de emoção.
Nas páginas escritas com afeição.
Não sou a prudente, a que exala
praticidade.
Sou variedade conforme a necessidade...
Não me acerto com a exatidão.
Mas sim com a sensibilidade do coração.
Sou aquela que não aguenta se
segurar por dentro.
Sou a que machuca
A que chora
Que dói e sangra as dores do mundo.
Que dói e sangra as dores do mundo.
Filha da entardecida e doce melancolia.
A quase sempre vulnerável...
Na mutável dualidade de uma união.
Igualmente sou presença, companheira...
Nas horas certas e incertas.
Não sei caminhar em linha reta, sem
apego.
Meu caminho é assim: Imensidão...
Demasiadamente ternura, crença, pulsação.
Carrego um espírito bordado à mão.
Onde os sentimentos acontecem
Sem necessidade de pretexto ou razão.
Sou a subjetividade da fé sem a teoria da
religião.
A que crê na infinidade de Deus,
Do
caminho e da vida.
Sem complexidade ou explicação.
Todavia, indiscutivelmente concebida.
E eu sou simples assim... A palma da mão.
E eu sou simples assim... A palma da mão.










