Escrever para mim sempre foi como respirar.
Já tive meus versos rasgados
Outros tantos foram julgados.
Numa forma de me censurar
Por aqueles que diziam me amar.
Entretanto cegos estavam
Pois não viam...
Que eu estava a me salvar.
Teve tempos de mergulhos profundos
Tantos outros estive a poetar.
Não sabia se ficava à tona
Ou se ficava com meus fantasmas ao fundo.
Quando tinha medo de viva estar
Eu só queria no abismo mergulhar.
Seria tão mais fácil ali permanecer
Porém eu deixaria de viver.
Enquanto em meus versos...
Eu só precisava respirar.
Eu só precisava respirar.
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