REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

sábado, agosto 04, 2012

Medo de estar viva


Escrever para mim sempre foi como respirar.
Já tive meus versos rasgados
Outros tantos foram julgados.
Numa forma de me censurar
Por aqueles que diziam me amar.
Entretanto cegos estavam
Pois não viam... 
Que eu estava a me salvar.
Teve tempos de mergulhos profundos
Tantos outros estive a poetar.
Não sabia se ficava à tona
Ou se ficava com meus fantasmas ao fundo.
Quando tinha medo de viva estar
Eu só queria no abismo mergulhar.
Seria tão mais fácil ali permanecer
Porém eu deixaria de viver.
Enquanto em meus versos...
Eu só precisava respirar.

sexta-feira, agosto 03, 2012

Caminhei em labirinto


Já dei muitos passos
Andei por muitos caminhos.
Viajei longa distancias
Caminhei em labirinto...

Um Labirinto Que Existe Em Mim
Juncado Em Minhas Entranhas
Fazendo-me Andar Em Círculos
De Jeito Tão Complexo
Que Nunca Me Encontro...
Si Presa Em Minha Teia
Vivo Meus Devaneios
Quando Me Perco Me Acho
Quando Me Acho Me Perco.
E finalmente estou num reencontro.
 Ou melhor, dizendo...
Um encontro com o meu eu.
Um dia de cada vez.
Um passo, sem talvez.


domingo, julho 29, 2012

Há sempre novas cores


Nunca ache que já viu todas as cores de um jardim.
A cada segundo haverá sempre um colorido diferente
Encantando os olhos da gente.
Jamais pense que já viu todas as linhas do horizonte.
Haverá sempre novas nuance...
À surgir num amanhecer ou num entardecer.
Preste atenção nos sinais...
Há sempre novos ventos a soprar.
Há sempre novas chuvas a regar.
Há sempre novos amores para amar.
Sempre haverá novos sentimentos no fundo de um olhar.

quinta-feira, julho 26, 2012

Talvez amanhã...


Talvez, quem sabe amanhã...
A inspiração volte ao amanhecer
E um reencontro poderá acontecer.
Talvez amanhã...
Haja uma razão para escrever
E um poema possa florescer.
Nos versos do meu poetar 
Adormecidos em algum lugar.


sexta-feira, julho 06, 2012

Lembranças que cegam


Eu vejo em teus olhos...
 Lembranças, das mágoas que passou.
Vestígios das lágrimas que chorou. 
Recordações que você finge esquecer
Ante a pálida luz do entardecer.
Eu vejo em teus olhos
Que continuas sonhando...
Enquanto por ele ainda ficas esperando.
E ocupada em chorar o passado
Não enxerga outro amor ao teu lado.


quarta-feira, julho 04, 2012

Tempo de celebração



Hoje celebro a doçura
Dentro e fora de mim.
Com a tua chegada
Aprendi a apanhá-las e guardá-las.
Hoje celebro a canção da vida
A melodia 
Que brota das manhãs.
Hoje celebro as coisas simples
Que me escorrem ao paladar
Em suaves gosto de mel.
Hoje celebro a vida...
Sinto-a plena.
É o tempo exato onde sou
Uma parte de um todo.

terça-feira, julho 03, 2012

Tons da vida


 Assim, a vida vai redefinindo...
Em tons comuns
E ao mesmo tempo diferentes.
Um manifesto...
Dos nossos sonhos,
Das nossas emoções.
Uma contemplação
Dos nossos melhores sentimentos
Que só a esperança é capaz de colorir.



domingo, julho 01, 2012

IndoLência


Eu permaneço indolente
À espera que amanheça...
Acariciada pelo vento
Que espalha o perfume
Das pétalas que adormece em mim.

sábado, junho 30, 2012

Resgate


Embalo o tempo em uma rede
E suavemente balanço
Em um resgate...
De todos os meus sonhos.


Suavidade


Há momentos
Em que a gente imagina
Que é quase possível
Delinear as ternuras das flores
As suavidades saltam aos olhos.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores