REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

terça-feira, junho 26, 2012

Perseverança ou teimosia?


Nas mãos se aconchegam
Novos gestos
Novos momentos...
Novos sentimentos tornam-se vida.
Chama-se a isso perseverança
ou
Quem sabe seja apenas teimosia.
Abrindo janelas no tempo...
Libertando sonhos adormecidos
E tecendo asas em lugar de amarras.

Gentileza


Gentileza...
Sentimento ofertado!
Que desliza e traz o tom...
A visão da brandura da alma.
Onde encerra a beleza que adorna o amor
Que nos une em dois... Ou mais.

Mão do tempo


Por trás do que sentimos
Há coisas que nos marcam para sempre.
Mas temos que respeitar o nosso tempo.
Se forem lágrimas... Choremos.
Se forem alegrias... Sorriamos.
Compasso e harmonia
Na disposição que nos é oferecida pela vida.
 Assim acolheremos nossos sentimentos
Sem necessidade de sermos fracos ou fortes.
Apenas sendo nós mesmos
Considerando os nossos limites.

Delicadeza


A poesia invade os espaços
E reflete na imagem que vejo
Gravando em meu olhar
A paisagem que ficou em mim...
Delicadeza.

Luz


Basta acreditar 
Que a luz penetra
E aporta
Onde sempre há esperança
Depois...
Novos caminhos serão preenchidos.

Acredite


Faça do teu olhar
Uma imensa janela
Sem sombras!
Imagine... sonhe
Acredite... voe
Acaricie a imensidão 
Com tuas asas.

Paciência


Na paisagem despida do tempo
A brisa sopra vida...
Tonalidades
Contrastes
Matizes
E a ternura reaparece.
Para que a vida ganhe cor
Há que se ter paciência.

segunda-feira, junho 25, 2012

Gotejando esperança


Em delicados fios de seda
O presente tece o futuro.
É isso...
Produz encantamento!
Novos tempos...
Gotejados de esperança.


sábado, junho 23, 2012

Seria um traço de ternura?


Ouviam-se lá fora os ruídos
O silêncio provinha de dentro
Ao fundo...
Na alma da mulher.
A sua volta
 O sol permanecia majestoso.
Entretanto,
 Em seu interior havia uma geleira.
Mantinha a face uma rigidez de mármore
Indiferente a beleza do dia.
Mas reparei que por um momento
Havia um desassossego em teu olhar...
Que se pintava em labaredas
Ao fitar um botão que não floriu.
Seria um traço de ternura?

quinta-feira, junho 21, 2012

Há frutos que não colhi


Há frutos que não colhi
Na polpa doce do tempo.
Há pingos de néctar
Nos fios de minha memória.
Há um eclodir de cores e sabores
Nas ramagens dos meus outonos.
Eventualmente fico a sorver...
A aragem açucarada dos ventos.
Presente nos bagos maduros
Dos frutos que não colhi.
Por tempo indefinido
Inalo o doce aroma da esperança.


O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores