REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

terça-feira, junho 26, 2012

Acredite


Faça do teu olhar
Uma imensa janela
Sem sombras!
Imagine... sonhe
Acredite... voe
Acaricie a imensidão 
Com tuas asas.

Paciência


Na paisagem despida do tempo
A brisa sopra vida...
Tonalidades
Contrastes
Matizes
E a ternura reaparece.
Para que a vida ganhe cor
Há que se ter paciência.

segunda-feira, junho 25, 2012

Gotejando esperança


Em delicados fios de seda
O presente tece o futuro.
É isso...
Produz encantamento!
Novos tempos...
Gotejados de esperança.


sábado, junho 23, 2012

Seria um traço de ternura?


Ouviam-se lá fora os ruídos
O silêncio provinha de dentro
Ao fundo...
Na alma da mulher.
A sua volta
 O sol permanecia majestoso.
Entretanto,
 Em seu interior havia uma geleira.
Mantinha a face uma rigidez de mármore
Indiferente a beleza do dia.
Mas reparei que por um momento
Havia um desassossego em teu olhar...
Que se pintava em labaredas
Ao fitar um botão que não floriu.
Seria um traço de ternura?

quinta-feira, junho 21, 2012

Há frutos que não colhi


Há frutos que não colhi
Na polpa doce do tempo.
Há pingos de néctar
Nos fios de minha memória.
Há um eclodir de cores e sabores
Nas ramagens dos meus outonos.
Eventualmente fico a sorver...
A aragem açucarada dos ventos.
Presente nos bagos maduros
Dos frutos que não colhi.
Por tempo indefinido
Inalo o doce aroma da esperança.

Promessas estagnadas


De repente percebi que estava vazia de mim
De ti, do nosso amor...
E em minhas raízes nuas
 Senti a solidão úmida do chão.
Umedecidas pelos teus mares de promessas...
Que se estagnaram em águas
Profundas e escuras.
E é nestas águas que hoje mergulho
Dando braçadas a procura 
Das juras prometidas.
Mas apenas me vejo submersa...
 Em um lago de palavras adormecidas
E esquecidas pelo tempo.


Ser poeta


Ser poeta...
 É ter nas pontas dos dedos
Todas as promessas do mundo.
E bordá-las em fios de seda.
Ser poeta
É sentir a solidão e o silêncio
Que há no interior das pedras.
E abrigá-los dentro dos versos...
Ser poeta
 É desvendar os mistérios que se escondem 
No interior das pálpebras do tempo.
E dar asas à imaginação...
Ser poeta
É procurar novos caminhos
Para a cegueira da humanidade.
E libertá-los da escuridão...
Ser poeta
É rasgar do seio da terra
Os segredos aninhados...
E despi-los nos versos de um poema.
Ser poeta
É abranger todos os horizontes...
Sem ter medo de voar.
Ser poeta
É virar a alma do mundo do avesso
E contemplar a poesia.
Ser poeta é ver o mundo sem janelas
Somente imensidão...
Bem ao alcance das mãos.

domingo, junho 17, 2012

Obrigado por tudo... Vida


Obrigado por tudo!
Vida.
Por tudo lhe sou agradecida.
Pelo tempo de minha jornada
Por todos os caminhos que fiz.
Por tudo que me ensinaste...
Quando me ofereceste o equilíbrio
E a sabedoria de mudar
Sem perder-me de minhas raízes.
Obrigado vida!
Pelo presente que vivo
Pela esperança do futuro
E por escrever-me um passado.
Pelos dias no tempo marcados
Quando pedradas de ti recebi...
Mas confesso que com elas assinalei
Os passos por mim percorridos.
E de todas as marcas obtidas
Construí o melhor que eu sou.
se hoje eu sei mais que ontem
É por conta das lições que me passou.
E que às vezes os sonhos
Podem-me ser roubados...
Porém o direito de sonhá-los 
Não me há como ser tirados.
Sonhos de olhos abertos!
Sonho de olhos fechados!
Eles me são o peso na balança.
Do valor que tens... Oh vida.
Porquanto são deles que vêm
A minha vontade de viver.
E também me fizeram entender 
Que ninguém escapa de sofrer.
Mas enquanto bater meu coração
Agradeço a ti com emoção...
Obrigado pelo direito de nascer.

Brotos do meu jardim


Em meu jardim derramam-se aromas
Pertence às rosas, o cheiro.
Pela brisa esta espalhada no ar
A fragrância típica  do florescer.
Em meu jardim há varias cores
Desabrocham-se em pétalas de flores.
Desabrocham a vida...
Em cada flor que contemplo nascida.
Enchem-me os olhos de encanto
A magia de cada recanto.
Colho nas pontas dos dedos
O orvalho que cobrem seus galhos.
Em meu jardim também existem espinhos
Característicos de todo viver.
Entretanto lhes há juntado os brotinhos...
Enchendo de esperança o meu ser.

Menos do que nada



Não digas nada quando o nada me é tanto
Quando o amor perde todo o encanto
Quando tenho menos do que nada
Do tudo que te ofereci...
Hoje a saudade me abraça
Um longo abraço de lembranças
Vejo nossa paixão verdadeira
Refletida nos olhos profundos da lua
Que me faz tão vazia por dentro
Por tudo, todo o qual nós tivemos...
Há neles o espelho mais triste de mim...
Refletem-me numa face soberana
Da minha alma... A ilusão
Despida... Completamente nua
Diante deste vazio perplexo
Que anula o que já está nulo...
Pois o nada me ocupa por inteira.


(Matheus Rodrigues Aguillar Gera)
 & 

O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores