quinta-feira, junho 14, 2012
quarta-feira, junho 13, 2012
O reencontro
Para muitos
Foi bem mais fácil me considerarem louca
Do que me compreenderem.
Entretanto você de mim se aproximou...
Em silêncio me abraçou.
E protegendo-me de mim mesma
Atravessou os meus silêncios...
Desnudando-me por inteira
Rompendo-me o lacre.
Minha porta, tua chave!
E um desejo enorme de escancarar-me...
Desvendando-me todas as senhas.
Soubeste antes de mim
Que as cicatrizes são apenas flores...
A fazer-me um jardim na pele
Numa primavera meio-louca.
Para esconder-me de rigoroso inverno.
A fronteira que me separa dos hipócritas.
E finalmente entendi que depois de ti
Eu sou o meu lado certo.
O reencontro...
De uma louca com seu mundo
Sua paz.As feridas da alma foram curadas
Um gesto de ternura
Um olhar
O teu olhar...
Sobre mim.
Ninho de palavras
Nos versos que escrevo
Quase tudo revelo
E quase tudo escondo.
É tudo o que (não) consigo dizer
São minhas falas...
Que vivem dos meus segredos.
Respiram as verdades não entendidas
Em um modo secreto de tudo dizer.
São meus caminhos de idas
São meus caminhos de volta
Onde espreito a porta entreaberta
E espiono minha alma...
Há silêncios musicais
A germinarem-me no peito
Minha orquestra de palavras.
Onde tudo está (in) certo
No seu lugar!
É a verdade que passou a descrever-me
Sem necessitar da minha boca.
Aprendi que anoitece
E amanhece em minhas mãos.
Há em mim um poema
Há em mim um poema sendo escrito
Escorre-me nas pontas dos dedos
As cores da minha vida
São sonhos
São momentos
São memórias
São memórias
Nos versos da minha história
Na poesia dispo a pele, entrego-me
Sou a mulher no ventre, a essência
Sou eu
O antes e toda a esperança do depois
Onde as letras se fizeram em ternura
Cobrindo a nudez da alma minha.
Natureza morta
Da minha janela...
Vejo tantos sonhos despojados
Tantas indiferenças... Cheias de nada
Tantos crepúsculos sem alvoradas!
Há tantos passos vazios
Caminham pelas ruas escuras
De suas noites sem dias.
Suaves sopros de vidas...
Indiferentes às calmarias
Indiferentes às tempestades
Ausentes de tudo
Fantasmas em revoada!
Perdidos, esquecidos...
Em seus mantos de silêncios.
Da minha janela
Vejo...
O vazio
O abandono
O abandono
Corpos sem almas.
terça-feira, junho 12, 2012
Há esperanças a brotar
Pudesse eu, amado, em ti anoitecer.
Numa viagem sem regresso
Até o amanhecer .
E prender a eternidade
Em meio às promessas colhidas.
Pudesse eu, amado, vestir a noite de magia.
Deixar que a madrugada nos envolvesse ...
Materializando os sonhos
Beijados por nossas almas.
Pudesse eu, amado
Em minhas mãos atar as ilusões ...
Tecidas por um fio de tempo .
E por um momento apenas
Prender-nos a perpetuidade.
Mas posso eu, amado, guardar dentro de mim.
Tudo o que há para ser sentido
Tudo o que já sei de cor.
Que é quando teu olhar pousa no meu
Fazendo-me acreditar
Que a eternidade passou a acontecer
Quando o amor se fez "presente"
Dentro de cada instante.
Que a eternidade passou a acontecer
Quando o amor se fez "presente"
Dentro de cada instante.
domingo, junho 10, 2012
Meu ritual de amor
Gosto desse ritual...
Fico olhando você quieto,
Deslizando com meus dedos
Enquanto você dorme.
De sentir meu coração inundado,
Desse amor desinteressado.
Fico curtindo em mim
O amor que se movimenta,
Com mais intensidade,
Enquanto te observo.
É nesse instante que eu me deparo
Com a minha capacidade de te amar.
Sinto brotar o amor genuíno,
Enquanto respiro e aspiro lentamente
Ao acarinhar o teu rosto
De mansinho,
Para não te acordar.
Eu rogo aos céus,
Para nos abençoar.
A insônia da noite
Por entre o silencio dos meus olhos,
Vagueiam aves inquietas.
Voam na penumbra do meu olhar,
Percorrem labirintos banhados pelo luar;
Na espera que alvoreça as manhãs.
São sombras,
Onde se escondem meus sonhos;
Na sombria solidão do tempo.
No ondular das suas asas
Deslizam a insônia da noite.
Mas, sempre há de amanhecer.
sábado, junho 09, 2012
É preciso mergulhar no profundo!
Deixa-me emprestar-te meus olhos,
Para que possas desnudar-me por dentro.
E ver-me pela fresta, a alma.
Livre, lírica, intensa...
Onde sou dona do tempo
A pausa e o adianto.
Busco o tempo passado,
Faço um tempo novo.
Onde me perco e me acho...
Sou eu, sou tantas outras!
Nua, crua
Dos sonhos, de mim mesma.
Onde caio, levanto.
Sangro,
Mas, não morro.
E mesmo com dor,
Ouso levantar novamente,
De novo
E de novo!
Enfrento meus medos
Minhas desilusões e paixões.
Minhas desilusões e paixões.
Deixa-me emprestar-te minha boca
Para que me sinta a alma quase a sair por
ela.
Em acordes de sentimentos.
E possas ver que há em mim
Uma janela que pode ser aberta.
Há um jardim a ser visitado
Há muita felicidade a ser conquistada.
Respire
Minha inquietude que acalma.
É preciso mergulhar no profundo
Para que sintas
Que sou feita de fogo e águas.
Sente-me
O que desde sempre busco e vivo.
Meu eu, inteiro.
quinta-feira, maio 31, 2012
Houve um tempo
Houve um tempo...
Em que eu despia minha alma diante de ti.
Despojava-me diante do teu sorriso
E diante do teu olhar eu me perdia.
Houve um tempo
Em que me sussurrava palavras
E eu sorria enquanto te ouvia.
Houve um tempo
Em que me desfazia do cansaço
No calor aconchegante do seu peito.
Os seus carinhos sustentavam minha
solidão.
Houve um tempo
Em que eu acreditava...
Que tinha um grande amor para viver.
E colhi todas as cores do horizonte
Para enfeitar os meus dias.
Despercebida das cores da tarde, que morria.
Foi então que compreendi...
Que era a noite que nascia.
E repousei no meu silêncio,
Silêncio de ave sem ninho.
Houve um tempo...
... Em que caia cores da lua.
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