REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

quinta-feira, abril 05, 2012

Nós mulheres (a palavra amar)


O homem para entender uma mulher tem de fazer parte da vida dela
Não ela ser a última parte da vida dele
Somos simples de se entender pois somos só sentimentos
Somos transparentes, doadoras
Basta somente olhar dentro de nós
Não além...
Cabe ao homem desvendar nossos segredos
Embora nem todos sejam possíveis
Porque ás vezes há alguns
Que são insondáveis para nós mesmas
Mistérios vendados pelos olhos da alma
Um poço profundo de desejos
Que quando vêm á tona
Transformam-se em águas doces
Das quais os homens matam suas sede
Ao mesmo tempo em que amamos
Desejamos que seja recíproco
Somos dotadas de espíritos sensíveis
Um balanço à nossa fortaleza
Pois nós mulheres
Demonstramos uma persona forte
Porém do sexo frágil, carente
Necessitado de carícias
Temos uma intensidade interestelar no amor
O homem não demonstra na prática
Como diz saber amar
A definição pros sentimentos
Não necessita de muitas palavras
Nós mulheres
Resumimos o essencial
É um dom!

( Matheus Rodrigues Aguillar Gera )

&

Um lindo amor esquecido


Tal a semelhança dos nossos passados...
Aprendemos com nossos erros
E das mentiras que vivemos
Fizemos chão firme
Das palavras que nos feriram
Escrevemos poemas do ventre
Da alma
Viscerais...
 Descrevendo a paz de um amor
De um amor em paz
Uma conquista dia a dia
Cruzamos caminhos ditos impossíveis
Fizemos um mundo que nos faltava
E sobre ele
Difundimo-nos em mil pedaços
Ocupamos os espaços
Preenchemos as lacunas
Colamos os cacos
Espanamos as poeiras
Varremos as cinzas
Que ainda pairavam no ar
E dos tempos vencidos
Tornamo-nos vencedores
Das cicatrizes marcadas em pele
 E coração
Fizemos lembrete de paz
Nós
Que castigados pela dor causada
Respiramos aliviados
Nós
Que bravamente resistimos
As tempestades mais cruéis
Entre sorrisos e lágrimas
Conquistamos o abrigo perfeito
Nós
Que um dia sonhamos
Seríamos...
... Eternamente felizes!
Entretanto de novo
Mais uma vez
Novamente
Ficamos com as marcas na pele
Os arranhões na alma
E as dores no coração.

quarta-feira, abril 04, 2012

Oi solidão


Oi solidão
Podia estar contigo a vida toda
Mas você já ficou demais
Seu tempo expirou 
Estou recomeçando 
A mim mesma
Você sempre teve a capacidade
De carregar mil coisas
Em tuas andanças pelo mundo
De deixar peças espalhadas
Jogadas por toda a casa
 Ou mesmo escondidas
Embaixo da cama
Do tapete
Qualquer canto que eu ia
Esbarrava com uma lembrança sua
Que me sugava a alegria
Drenava minha alma
Deixando-me vazia
Sim solidão
Você é uma parasita
Andava em volta de mim
Em círculos o tempo todo
Mesmo dormindo
Eu sentia a sua presença
sufocando-me
envenenando-me
silenciosa
ardilosa
Como a me dizer
Eu vou te matar
Ledo engano o seu
Hoje estou voltando ao começo
 Como uma página em branco
Não vejo mais a escuridão
Como companheira
Estou me libertando
Sem fuga
Sem medo 
 Eu e meu silêncio
Agora compreendo o silêncio
Sua voz 
Não estarei mais sozinha
Dentro da solidão.

Tenha-me minuto a minuto


Veste o teu corpo no meu
E tenha-me minuto a minuto
Vem à mim como salvação
redenção
Toca-me sem medos
Sem limites
Sem amarras
E sem assombros
Venha-me sem restrições
Sem linhas definições
É esse o instante
O todo!
Sem retorno garantido
Porque o momento passa
E não importa se gira em torno
De mim
De você
Em círculo
O caminho jamais será o mesmo
O ciclo
A roda gira sempre em frente
Em equilíbrio
O peso
A medida da vida.

terça-feira, abril 03, 2012

Gosto de coisas simples


Gosto de coisas simples
Que me tocam a alma
E lavam minhas amarguras
Gosto de olhar para o céu
E ver o sorriso escancarado do sol
De ver o arco-íris cruzando as nuvens
Uma mistura de cores
Que me rasga aos olhos
São-nos presentes de Deus
Gosto de beijo na testa
Aliviada respiro o ar
Do profundo carinho revelador
Ternura imprescindível
Gosto de um abraço apertado
demoroso
Sincero... Caloroso
É-me aconchego
Gosto de andar de mãos dadas
Com os dedos entrelaçados
De sentir o coração na palma
Sinto-me segura
É-me necessário
É abrigo
Gosto de palavras soltas
Um papo legal
Alto astral
Sem preconceito
Que desce doce ao paladar
E permanece na boca
Que me faça rir despreocupada
Com as durezas da vida
Gosto de ouvir música com a alma
Esquecendo os tons
Apreciando os sons
Apenas deixando-me embalar
No meu próprio ritmo
Minha harmonia
Gosto de andar despreocupada 
Sem me importar com a hora de voltar
Sem pressa de chegar
Somente ir caminhando
Apreciando a liberdade
Olhando à volta
À frente...
Gosto de estar com a família
Superando as diferenças
Rindo juntos
Chorando mais juntos ainda
A doçura familiar
O ninho
Gosto de coisas simples
A essência
Que me deixa com saudades
Ansiosa para que novamente aconteça.

domingo, abril 01, 2012

A janela


O dia começara glorioso
Com flores e folhas balançando
Junto à brisa fresca
As magnólias acabaram de desabrocharem
Perfumando o ar
 Embelezando o parapeito da janela
Com suas lindas pétalas brancas
Vários ruídos chegavam das ruas
Inclusive o som de várias pombas
Pousadas na torre da pequenina igreja 
A casa ficava no alto da colina
Propiciando uma bela vista
De boa parte da cidade
E fazendo parte desta visão magnífica
Foi que o vira pela primeira vez
Caminhando apressado
Passadas largas
Como se estivesse com pressa
De percorrer o caminho
Conquistar o mundo
Seguiu-o com o olhar
Até vê-lo desaparecer no nevoeiro...
Então ela sorriu afastando-se da janela.

Princesas as avessas


Muitas ainda sonham com o príncipe encantado
Chegando num mavioso cavalo branco
Desejam ser salvas
Da bruxa malvada
Da madrasta má
Fantasmas dos seus próprios medos
Tecem lindos contos de fada
Com uma grande abóbora virando carruagem 
Desejando ser transformadas em princesas
Calçam os sapatos de Cinderela
Esquecidas do sino da meia-noite
Acabam presas dentro dos sonhos
Viram gatas borralheiras 
escravas
Dos príncipes que viram sapo
Ficam sem as tranças 
Presas dentro das torres
ou 
Talvez nas masmorras
Convivem com as feras
Já não existe mais as belas
Despojadas de suas fantasias
Esfregam o chão
Sujam os rostos de carvão
E por fim
Comem a maça envenenada...

Voa passarinho


Vai passarinho 
Voa livre
Canta ao mundo
O que vibra aí no peito
Grita a tua liberdade
Livre da prisão
Das grades que te tolhia o canto
Vai passarinho
Deixa as tuas penas
Brincarem com o vento
Sente nas asas a leveza
A independência
Vai passarinho
Voa junto com outros pássaros
Abraça as boas novas
 Veja quão preciosa é a vida
Voa , grato aos céus
E àquela que o libertou.


sábado, março 31, 2012

Amo de olhos vidrados


Amo como criança
De jeito simples
rasgado
Sem medo 
Sem segredo
Amo de olhos vidrados
Sem restrições
Sou criança crescida
Que ainda chupa pirulito
Masca chiclete
Fazendo caras e bocas
Estourando bolhas no rosto
Mas não deixo de crescer
Sai a criança 
Chega a mulher
A esposa
mãe 
Companheira...
Cheia de cuidados
De amor
Amando como 
Mulher-menina que sou
ou 
Menina-mulher
Não preciso entender
Só preciso amar como criança.

A vida lhe sorri


Hoje ela se encontra totalmente livre
Distante de estereótipos
Longe da massificação
Dá asas ao ser livre
original
Cabeça aberta
Mente cheia de novas janelas
Todas abertas para a vida
Ela que já teve tantas amarras
Tantos limites
Segue sem medo
Sem apego...
Despreocupada dos julgamentos 
Vive hoje quem realmente é
Livre daquela que fora um dia
A vida lhe sorri
Aqui e agora
Seu momento...
Ela olha para o céu e agradece
Essa paz que Deus lhe deu.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores