REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Censura




Não digo muitas palavras
E às vezes me calo, muda
Diante deste meu mundo
De palavras censuradas.

Não digo palavras de mim
Deitada sob a lua escura
E diante da nuvem negra
Que esconde tal estrela.

Não digo palavras do sol
E nem nada que te brilha
Ao olhar do meu olho nu
A única estrela ausente.

Não digo palavras do céu
Que vivem os tais Deuses
Comandantes do universo
E daquele anjo poderoso.

Não digo palavras de luz
Nem da terra amaldiçoada
Pelo meu sangue pecador
Na dor do Rock 'N' Roll.


( Matheus Rodrigues Aguillar Gera )

Poesia impossível


Por dentro já morri
Várias e várias vezes
Em silêncio
Envolta em névoa
Em mágoa 
Na solidão
Pelo vazio
Pela distancia
Da alegria
Da poesia
Da minha essência
Oculta de mim
De todos
Em trevas
desnuda
Da vida 
Que se apaga
Esvai...
Versos que calam
 Folhas em branco
Sem paixão
mortal
Espada de dois gumes
Na alma do poeta.


Quero hoje


Quero hoje
E não para sempre
vivo 
Aqui___agora
O amanhã
O para sempre
Estão tão distante
Quero sentir
Mergulhar de cabeça
fundo
profundo
...
enquanto 
Segue o tempo
A vida
Fico assim
Nesse abraço
De mãos dadas
Com minha lucidez
Minha avidez
Sem reservas
Nessa vontade 
De ser
De embrenhar-me
Enquanto respiro
suspiro
giro
existo
...
Sem hesitação
plena
rendida
Sem partida...

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Em rusga... Sem fuga


Sinto necessidade
De sentir
Viver a emoção
Sensibilidade na pele
Que me afirma
Compõe quem sou
Tristeza ou alegria
Tudo e nada
expõe
Limpa e hidrata
Minha alma
Percebo-me viva
Em rusga... Sem fuga
Ordem ou desordem?
Não importa
Estar__ser
Sentir dentro do peito
Sempre a escorrer...
ultrapassar
Os limites
Nunca é suficiente...
Todos meus estados
São apenas instantes
Que determinam
Minha passagem
Minha caminhada
Aqui e ali
Por toda parte
sou 
Não sou
São olhos dentro de mim
Que trazem à luz o que tenho
O secreto
Tira o véu
Sem culpa
Matriz fotográfica
revela
O embrião
Dentro do útero
Da alma.


Preto no branco


O papel desnudo
É onde minha alma fala
Quando o mundo cala
E fluem só os sentimentos
Onde me sinto completa
Do meu eu incompleto
Onde sou só vontade 
Dentro...
Corpo___ aconchego
Morada
Vida____viva
Ser, estar
|
Alma
Mente___semente
Sinto
Penso___escrevo
Palavras
|
Idéias
Delego__deleto
Essa mistura
De mim
Solta___unida
Preto no branco.


sábado, fevereiro 04, 2012

Palco da vida


Experimentamos várias personalidades
Até encontrarmos aquela
Que nos identifique
Individualize-nos
De todos os demais
Mostre a essência
Que nos define
Represente-nos no palco da vida
Quais são nossas limitações?
Nossas capacidades?
Estamos em busca
Alguns passam pela vida
Outros a constroem
luta
cai_____levanta
 vence
Sempre em superação
Dos seus limites
Dos sonhos
Da vida pela vida
temos
Capacidade de adaptar
Ao meio
Modificar___evoluir
Estar vivo
|
Energia______matéria
Criação...vida.


quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Borboletas azuis


Adeus borboletas azuis
Não estou somente abrindo 
As mãos
Mas também os olhos
O pensamento
Para a todos os fatos
A vida
Onde os finais felizes
Estão distantes 
Da realidade
A bolha mágica estourou
E a felicidade é relativa
A única coisa certa
é a morte...
O que existe do outro lado?
Confesso que não sei
Cá estou
Não vou antecipar
Sigo pela vida
Sem polêmicas
Com o passar do tempo 
Mudanças são feitas
O segredo é aceitá-las
Manter as relações
O núcleo
A essência
Expulsar os inquilinos
As dúvidas
Os medos
Sem dias nublados
Pois o mundo abriga dois lados
Dia... noite
Temos escolhas
Ser________não ser
Aceitável ou não
O hoje é a resposta
O futuro?
Somente sigo a rota
E caminho
Com os pés no chão...



Entre eu e você


Paraíso ou inferno?
É onde o coração está
nu 
cru
Em ruínas... Inteiro?
conflitante
Cheio de engodos
Gotas de asco
Embotado de nada
Insiste em pulsar
Para limpar
O sangue
A alegria
A vida
Limpa tudo 
Menos a consciência
Que insiste em fluir
Com satisfação...
Alimenta-se da minha dor
Uma lágrima!
Apenas uma
permita-me
Pelo que sobrou de mim
estilhaços
Gosto de fumaça
sangro
Carne em chamas
brado
Ah, cansei!
Perdi-me...
Entre eu e você.



Vago no profundo


Eternas saudades do futuro
Que me perdi de mim mesma
Pergunto-me tantas coisas
Questões... confusões 
Pois não há realidade
Pior, não sei aonde ir.
Não sei o que sinto
Porque incomodar?
Estou a aprender
Procuro resistir
Aos equívocos... Aos impactos
Vago no profundo
Sem cair no abismo
Sinal de maturidade?
identidade____
Não sou eu?
Um amanhã inovador
alternativo
Talvez venha a mudar de opinião
Não há teoria
O sentimento é estranho...
Mas não o ultimo.


Palco da vida


Porque saudade é uma lembrança 
Pedindo pra acontecer outra vez
Penso, paro, sinto e vejo
Apago-me 
Só para me ver de novo
Dou vida, dou luz.
Transformo-me
No passado distante
Viva, vibrante
Do meu exagero intenso
Onde estou a salvo
Salto, giro, deslizo 
A valsa____a salsa
A dança...
Onde o palco é azul
Domino o ritmo
Assim desenvolvo os passos
Agarro, conduzo
Se caio... levanto
Uma lagrima
No final, 
 desliza
esquecida
No palco da vida.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores