REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Borboletas azuis


Adeus borboletas azuis
Não estou somente abrindo 
As mãos
Mas também os olhos
O pensamento
Para a todos os fatos
A vida
Onde os finais felizes
Estão distantes 
Da realidade
A bolha mágica estourou
E a felicidade é relativa
A única coisa certa
é a morte...
O que existe do outro lado?
Confesso que não sei
Cá estou
Não vou antecipar
Sigo pela vida
Sem polêmicas
Com o passar do tempo 
Mudanças são feitas
O segredo é aceitá-las
Manter as relações
O núcleo
A essência
Expulsar os inquilinos
As dúvidas
Os medos
Sem dias nublados
Pois o mundo abriga dois lados
Dia... noite
Temos escolhas
Ser________não ser
Aceitável ou não
O hoje é a resposta
O futuro?
Somente sigo a rota
E caminho
Com os pés no chão...



Entre eu e você


Paraíso ou inferno?
É onde o coração está
nu 
cru
Em ruínas... Inteiro?
conflitante
Cheio de engodos
Gotas de asco
Embotado de nada
Insiste em pulsar
Para limpar
O sangue
A alegria
A vida
Limpa tudo 
Menos a consciência
Que insiste em fluir
Com satisfação...
Alimenta-se da minha dor
Uma lágrima!
Apenas uma
permita-me
Pelo que sobrou de mim
estilhaços
Gosto de fumaça
sangro
Carne em chamas
brado
Ah, cansei!
Perdi-me...
Entre eu e você.



Vago no profundo


Eternas saudades do futuro
Que me perdi de mim mesma
Pergunto-me tantas coisas
Questões... confusões 
Pois não há realidade
Pior, não sei aonde ir.
Não sei o que sinto
Porque incomodar?
Estou a aprender
Procuro resistir
Aos equívocos... Aos impactos
Vago no profundo
Sem cair no abismo
Sinal de maturidade?
identidade____
Não sou eu?
Um amanhã inovador
alternativo
Talvez venha a mudar de opinião
Não há teoria
O sentimento é estranho...
Mas não o ultimo.


Palco da vida


Porque saudade é uma lembrança 
Pedindo pra acontecer outra vez
Penso, paro, sinto e vejo
Apago-me 
Só para me ver de novo
Dou vida, dou luz.
Transformo-me
No passado distante
Viva, vibrante
Do meu exagero intenso
Onde estou a salvo
Salto, giro, deslizo 
A valsa____a salsa
A dança...
Onde o palco é azul
Domino o ritmo
Assim desenvolvo os passos
Agarro, conduzo
Se caio... levanto
Uma lagrima
No final, 
 desliza
esquecida
No palco da vida.


Alma nua


Saio de mim para me encontrar
Com minha alma nua
De mãos abertas
De regresso a mim
Tinha me perdido 
Segui por outro caminho
Sem direção
Em busca________
Emoções ondulantes
Contraditórias
Numa dança entre si
Passos diferente
Aproximando e afastando
Nunca se tocando
Sem enquadro
Sem descanso
Em busca________
Pacificamente impaciente
Retenho complexividades
Linhas oscilantes
Tão opostas e tão iguais
Que se cruzam entre si
Mas sou todas elas
Tantas vezes tento descrever
Essa inquietação 
Dentro de mim
São tantas em uma
Que às vezes esqueço quem sou
Em busca______de mim.


terça-feira, janeiro 31, 2012

Sou eu


Guardo entre o ontem e o hoje
Lembranças
Sentimentos
Sonhos
Encontros e desencontros
Vivo
Sinto
Na pele
Na alma
Fragmentos
 Do passado no presente
Tantas em uma
Separadas
E tão juntas
Única...
Por vezes adormeço uma
E acordo outra
Sempre em busca de mim mesma
Do meu eu
Aquele que conheço 
E desconheço...
Profundidades
Às vezes desvendáveis
Outras tantas insondáveis
A mulher
O enigma
Com tempos de risos
Por tudo, por nada.
Tempos de choro
No verso
E no avesso
Tempos de silêncios
Mergulho
Solidão
Ora crédula em tudo
Ora desconfiada
São tantas
Aqui... ali
Sou eu
Inteira.

domingo, janeiro 29, 2012

Mais e mais


Estamos sempre em busca
Em busca do inesperado
Das emoções que afloram
Da respiração mais rápida
Batimentos acelerados
Da magia... Do amor
Parece que nunca basta
Estamos sempre querendo mais
Almas ansiosas, desejosas.
De calor, de sabores.
Sempre sedentos de carinhos
De preenchimento, encantamento.
Que nunca chega
Nunca basta
Somos almas insaciáveis
Sempre querendo mais e mais...


sábado, janeiro 28, 2012

Meu reflexo em ti


Perdido na noite escura
Uma alma solitária 
Em sua doce loucura
Fez da solidão sua companheira
Palavras são desnecessárias 
Apenas ditas no silêncio do olhar
Sons de um coração ferido
Uma recusa ao resto do mundo
Tão centrado... Em refúgio
Senti meu reflexo em ti
Uma alma em busca de outra alma
Compreendi cada gesto seu
Cada sorriso contido
Pude me ver em teus olhos
Senti o compasso do seu coração
Em descompasso com o meu
E todo o medo se cala
Silencioso em conspiração
Com todo o universo
Mistério de almas gêmeas
Almas de lobos solitários
Que se compreendem
Sem o véu da ilusão
Mergulho em águas profundas
Um abismo chama outro abismo.


quinta-feira, dezembro 15, 2011

O tempo



Hoje choveu... Chorei
Estava um dia frio, nublado
E o tempo chorou
Pelos tempos que já se foram
Pelos ventos que sopraram
As estações
Os amores
O tempo chorou
Pelos vales secos
E seus ossos expostos
Pelos justos e injustos
Pelos tempos de guerras
De destruição...
Chorou pela falta de paz
De renovação...
Do tempo dentro do tempo
E chorei por mim
Por você
Por alguém... Por ninguém
Por tudo e por nada
Pela falta de tempo
De muitas vidas
Do próprio tempo.


quarta-feira, dezembro 14, 2011

Simplesmente amor


Porque perdemos tempo com coisas vãs?
Não achamos um ponto de entendimento
Cada um perdido dentro da sua causa
Motivo... razão
Um tempo que deveríamos 
Simplesmente nos amar
Sermos felizes
Pela grandeza de estarmos juntos
E amarmos um ao outro...
Grandeza maior seria
Aceitarmo-nos um ao outro
Dentro do limite de cada um
Aceitando os defeitos
Pela simplicidade
Que nosso amor é maior
Que qualquer outra coisa.




O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores