REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

terça-feira, janeiro 31, 2012

Sou eu


Guardo entre o ontem e o hoje
Lembranças
Sentimentos
Sonhos
Encontros e desencontros
Vivo
Sinto
Na pele
Na alma
Fragmentos
 Do passado no presente
Tantas em uma
Separadas
E tão juntas
Única...
Por vezes adormeço uma
E acordo outra
Sempre em busca de mim mesma
Do meu eu
Aquele que conheço 
E desconheço...
Profundidades
Às vezes desvendáveis
Outras tantas insondáveis
A mulher
O enigma
Com tempos de risos
Por tudo, por nada.
Tempos de choro
No verso
E no avesso
Tempos de silêncios
Mergulho
Solidão
Ora crédula em tudo
Ora desconfiada
São tantas
Aqui... ali
Sou eu
Inteira.

domingo, janeiro 29, 2012

Mais e mais


Estamos sempre em busca
Em busca do inesperado
Das emoções que afloram
Da respiração mais rápida
Batimentos acelerados
Da magia... Do amor
Parece que nunca basta
Estamos sempre querendo mais
Almas ansiosas, desejosas.
De calor, de sabores.
Sempre sedentos de carinhos
De preenchimento, encantamento.
Que nunca chega
Nunca basta
Somos almas insaciáveis
Sempre querendo mais e mais...


sábado, janeiro 28, 2012

Meu reflexo em ti


Perdido na noite escura
Uma alma solitária 
Em sua doce loucura
Fez da solidão sua companheira
Palavras são desnecessárias 
Apenas ditas no silêncio do olhar
Sons de um coração ferido
Uma recusa ao resto do mundo
Tão centrado... Em refúgio
Senti meu reflexo em ti
Uma alma em busca de outra alma
Compreendi cada gesto seu
Cada sorriso contido
Pude me ver em teus olhos
Senti o compasso do seu coração
Em descompasso com o meu
E todo o medo se cala
Silencioso em conspiração
Com todo o universo
Mistério de almas gêmeas
Almas de lobos solitários
Que se compreendem
Sem o véu da ilusão
Mergulho em águas profundas
Um abismo chama outro abismo.


quinta-feira, dezembro 15, 2011

O tempo



Hoje choveu... Chorei
Estava um dia frio, nublado
E o tempo chorou
Pelos tempos que já se foram
Pelos ventos que sopraram
As estações
Os amores
O tempo chorou
Pelos vales secos
E seus ossos expostos
Pelos justos e injustos
Pelos tempos de guerras
De destruição...
Chorou pela falta de paz
De renovação...
Do tempo dentro do tempo
E chorei por mim
Por você
Por alguém... Por ninguém
Por tudo e por nada
Pela falta de tempo
De muitas vidas
Do próprio tempo.


quarta-feira, dezembro 14, 2011

Simplesmente amor


Porque perdemos tempo com coisas vãs?
Não achamos um ponto de entendimento
Cada um perdido dentro da sua causa
Motivo... razão
Um tempo que deveríamos 
Simplesmente nos amar
Sermos felizes
Pela grandeza de estarmos juntos
E amarmos um ao outro...
Grandeza maior seria
Aceitarmo-nos um ao outro
Dentro do limite de cada um
Aceitando os defeitos
Pela simplicidade
Que nosso amor é maior
Que qualquer outra coisa.



terça-feira, dezembro 13, 2011

Fúria Cega


Ah! Maldigo esta minha fúria
Este ciúme cego
Sangra-me o coração!
Paraíso?...Por quê?
Vive-se um inferno
Não existe certeza
Neste meu acordar
Negros tormentos...
Onde esta tu confiança?
Porque me tira a esperança
e coloca em mim grilhões de ferro
Espreitando através 
Dos meus pensamentos
Injetando em mim seu veneno.


Indo Embora


Sempre fui assim tão transparente
Expondo todos meus fantasmas
Você tão oculto de mim, aparente
Meias verdades, faltando palavras

Chega de fingir que esta tudo bem
Que nunca precisei de você só meu
Você sempre longe de mim, além
No seu caminho, num mundo só teu

Então eu vou fechar a porta
Trancar meu coração, ir embora
Quando não mais aqui eu estiver
Vou fechar os olhos, esquecer

Lembre o quanto importei te amei
Do jeito que tinha de ser, entreguei
Que mais eu posso fazer agora?
Além de fechar a porta, ir embora.


Amor amante


Batimentos
Sentimentos
 O coração
Ardente... Quente!
O amor do amante
Dia... Noite
Treme... Geme!
Lastima o amante
Em sua dor de amor.


Sacrifício


Não receio mostrar-te
Tirar a máscara
Da sandice
Expor-me nua e crua
Sem transição... Sem melindre
Enquanto arde em mim
A inquisição da poesia 
que me escreve.


segunda-feira, dezembro 12, 2011

Pirilampo


Uma vez teci um sonho
Eu vi um pirilampo perto 
Pequenino
Fulgurante
Iluminando-me a escuridão
Quebrantando as minhas sombras
Retornei e chorei.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores