domingo, dezembro 11, 2011
sábado, dezembro 10, 2011
Os mortos
Cenas adormecidas
Que a qualquer momento
Pode ressuscitar os mortos
Emoções guardadas, veladas.
Lembranças, sensações esquecidas.
Soterradas no recôncavo do meu eu
Passado que tem formas
Imagens que tem rosto
Medo e dor
seqüelas
Da luta pela sobrevivência
Sair das sombras
Fantasiar a aparência
Quebrar o círculo
Paredes que me foram impostas
Entre a sanidade e a loucura
Em busca da identidade
Da cura.
Quem sou eu?
Paisagens tão antigas
Dentro da uma alma velha
Até parece que venho
De outros tempos
De outras vidas
Personagens esquecidas
E revividas
E revividas
A quem empresto a voz
O sorriso, as emoções
Até que me perco
E não me tenho
Tantos eu em mim
Em lugares que nunca estive
Mas que estão ali
Gravados na memória
Contando minha história.
Eu estava só
Porque o silêncio?
Você não percebeu
Quando fechei a porta.
Fui saindo tão de mansinho...
Numa férrea luta para não ir.
De calar-me as palavras
Voltar para o meu eu...
Escorregando
Para dentro de mim.
Onde estava você?
Quando lhe sorri
Gritei e implorei com os olhos.
Dizendo-lhe estou aqui.
Ame-me, me tenha e socorre-me.
Porém numa mágoa que sangra
E me dói percebi...
Eu estava só
Antes e agora.sexta-feira, dezembro 09, 2011
Milagre do natal
Não vou permitir
Que minhas recordações
Sejam como uma vela apagada!
Espero um milagre...
Que me seja chegado
De uma estrela cadente
Como a que guiou os reis magos
Que penetre nos côncavos
Do meu coração
Desvende-me a alma
E resgate a ilusão
A crença da criança
Que um dia esteve aqui
Que renasce a fé
A plenitude dos sonhos
Que ficaram adormecidos
Mas jamais foram perdidos
Renova-se em estado de graça
No coração de cada homem
A magnitude de gesto tão nobre
De um amor imensurável
Como o de Cristo por nós.
Outra vez
Vai me chamar de insensato
O coração
E com razão
Outra vez estou amando
E vou chorar
Vou sofrer
Eu sempre digo que nunca mais
Que vou parar
Que vou mudar...
Mas outra vez apaixonei
Será melhor a solidão?
Que não sonhar
Perder o juízo
Apaixonar...
E quiça me magoar.
E quiça me magoar.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Palavras gritam
Palavras gritam
Os sentimentos que calam
Letras que falam
Na dor de um coração
Frases aparecem
Em páginas se transformam
Vão contando uma história
Estão passando a limpo
Os segredos de uma paixão.
Assinar:
Postagens (Atom)










