Consegue Enxergar-me?
Insondável em meu abismo...
Na profundeza da minha alma
Sou eu, frágil como um vidro
Como que patinando em gelo
Mas para enxergar-me
Teria que me amar
Um amor sem meias verdades
Amor que resgata e cura
Que consegue ver além
Das minhas cicatrizes
O genuíno adormecido
Amor puro e verdadeiro
Para atravessar no meu medo
Descobrir o meu segredo
Aquecer-me e derreter o gelo
Sentir além da névoa
Amar além da vida
Amor assim... Só de alma!
Seria capaz de entregar assim?
Olhar dentro dos meus olhos
E enxergar-te dentro de mim
Deixar sua alma na minha
Ser o fogo que me aquece
Minha luz na escuridão
Amar-me-ia sem me ferir mais?
Far-me-ia um vaso novo?
Moldado pelo seu amor
De mãos que me afagam
De carinhos que me restauram
Ah! Mas para amar-me assim
Teria de estar em mim
Um amor somente meu
Só assim meu coração no teu
Amor selado no céu.