REVELAÇÃO

Pois metade de mim é partida
a outra metade é saudade.


Oswaldo Montenegro

sábado, setembro 12, 2015


Há-me uma saudade agrilhoada ao peito
Que não posso simplesmente jogar fora...
Tantas e tantas páginas há escritas nessa saudade
Páginas e paginas de fragilidades
De abraços demorados
De carinhos desenhados
De cheiros e sabores compartilhados
São caminhos feitos por dentro...
Porquanto não é possível a alforria
Desse triste poema
Que foi escrito em mim.




De repente é assim uma dor espalhada...
E você até entende esse dolorido espalhamento.
                  Pois o coração é um órgão pequeno
Para caber tanto sofrimento.
                                 Quando a dor é demais
O peito não consegue reter o choro contido.
É tempo de fragilidade, mas isso também passa...
Correm os minutos, as horas, os dias... O tempo.
E você começa a perceber que já não dói tanto
Pois somos feitos de reconstrução...
E um belo dia você se pega sorrindo de dentro pra fora
É tempo de floração...
Vez ou outra pode até latejar abaixo da cicatriz
Mas você coloca aquele sorriso lindo no rosto
E agradece...
Pois é tempo de celebração.



Apesar de... A vida se faz terna.
As delicadezas insistem
e persistem em brotar-me.



O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distância. (May Lu)

flores