REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

domingo, 27 de abril de 2014


Porque permanência também é se surpreender...
Com os sabores que vão ficando
E adoçando de mansinho
 Uma relação feita de carinho
De toques e retoques
Aqui e acolá
É aquele sentimento bonito
Que quando acontece
Sabemos que vai pousar. 
Pois as preciosidades 
Só permanecem nas mãos...
Daqueles que as sabem apreciar.


Que a vida me dê a cada dia, mais coragem.
Pois é preciso coragem para permanecer em amor.
É preciso coragem...
Para enfrentar os dias de caras amaradas.
É preciso coragem...
Para crescer em dias de sombras.
É preciso coragem...
Para se misturar na multidão e sobreviver...
Até encontramos a reciprocidade naqueles que nos rodeiam.
Já que, a maior parte do tempo o mundo não nos sorri,
Não nos chega de abraços abertos e nem com as mãos estendidas.
E é-nos preciso todos os dias,
Aprender a fazer novos caminhos...
Aos corações das pessoas.
E procurar pelo colorido das ternuras de cada um.
Que nunca me falte à sabedoria e a coragem de cada dia!


sábado, 26 de abril de 2014


É só deixar acontecer, que elas chegam.
Ternuras têm caminhos próprios de nos encontrar... 
E de leve, muito de leve, elas entram em nossas vidas.



A serenidade chegou...
Quando estiquei o meu olhar
Além da negatividade que me circundava. 
E busquei a amorosidade das delicadezas
 Que me dançavam a vista. 
Tão profundamente comovi-me... 
Com as pinceladas de cores 
Que Deus coloca nas “miudezas” de cada dia.  
E delas fiz o meu vestuário de paz.

sexta-feira, 25 de abril de 2014


De repente o sol me era dentro...
Era tempo de renovação
Tempo de restauração e germinação
E era preciso germinar a esperança, a paz e a fé novamente.
Pois quando as sementes foram sido lançadas, o solo era fértil.
Mas após fortes tempestades...
Criaram-se alguns pontos de águas estagnadas, aqui e ali.
Era-me um limo verdejante e viscoso agarrado ao peito,
Uma solidão infiltrada e cheia de garras.
Porém, havia certa delicadeza entardecida no horizonte
Que me aquecia o profundo...
E com um desespero mudo eu “chocava” as sementes.
Vivia a minha solidão.
Entretanto nos há sementes
Que resistem aos choques das adversidades.
E repentinamente,
Um beijo aveludado da vida
Suavemente me trouxe uma sensação de brotamentos... 
O sol novamente me acariciava a epiderme da alma.
O solo secou e germinou.
Hoje, celebro os enternecimentos me transbordam do peito.

segunda-feira, 21 de abril de 2014


Eu me permito afagar a alma com deslumbramentos…
Há tanta delicadeza de Deus acontecendo a todo o momento. 


sábado, 5 de abril de 2014


A felicidade vem quando nos gostamos de verdade.


Da vida eu aprendi…
Que fazer caminhos com a alma lavada
E um sorriso no rosto.
É-me bem mais fácil reconhecer os desabrochamentos de luz,
Paz e amor…
Dentre as labutas de cada dia.



Eis que ressurge em seu rosto
Aquele sorriso doce 
Nunca perdido
Mas em algum lugar esquecido
Sorriso meigo e comovente
Que sabe disfarçar da vida
 Os próprios desenganos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014



Encontrei-a por acaso...
Quando a percebi, a fitar-me, do reflexo do espelho
Vinda das brumas das minhas memórias.
E impunha-me, sem a necessidade de proteger-se
Revelando-me toda a beleza e sinceridade de uma alma...
Os seus medos, os seus segredos e os seus anseios
As suas dores, os seus desejos e devaneios.
Foi então que me reconheci sem disfarces
Sem o vicio das máscaras usadas como escudos
E foi quando também que descobri
Que disfarces deixam escoriações...
Perdem-se os traços e a identidade
Que embeleza a personalidade de cada um.
E foi a partir daquele momento
Que me encantei...
Por aquela que me fitava.
E sem receios, amei-me de verdade
Fazendo desse amor a mim
O meu maior e verdadeiro escudo. 

terça-feira, 1 de abril de 2014


Ora as palavras chegam a mim
Com a intensidade suave
De uma pena ao vento.
Despertando toda a ternura
Que em mim existe.
Em outras elas chegam
Tempestuosas, desalinhadas...
Refletindo o desassossego
Dos meus sentimentos.
Porém são sempre palavras
De corpo inteiro.
Palavras com rosto e falas
Palavras com alma.
A minha alma.