REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


Retêm-se junto à noite as nebulosidades
Despertei, amanhecendo em cores...
Transmutando o gasto e cansado em fulgor
Desvelando a vivacidade do espírito
Sou-me em sol com cores de arco íris
Que os ventos não ousem soprar-me as nuvens!
Pois cá não acharão abrigo...
Hoje, amanheci em cores.


domingo, 23 de fevereiro de 2014


É o mesmo vento que sopra a alegria e a tristeza.
Mas quem decidi de qual lado permanecer
E para onde seguir, somos nós.
Eu prefiro estar onde os ventos sopram ternuras...
Mas, também já enfrentei muitas tormentas.
Fraquejei, porém não esmoreci...
Atravessei meus abismos
E continuo esperando pelas doçuras da vida.


sábado, 22 de fevereiro de 2014


Respeite o meu silêncio
Ele é feito de alma.
E por vezes ele grita-me dentro...
Grita aos tantos
Tantas vozes
Grita as dores e as alegrias
De uma vida...
A minha vida.
Às vezes ele é frio e cortante
É quando a solidão não me cabe
E em minha alma não há falas.
Mas no entanto
Ele também me pode ser aconchego...
É quando as paisagens de mim
Não me são estranhas.
E suavemente ele devolve-me a paz
E a ternura de viver.
Porquanto respeite o meu silêncio!
Se você não o compreende
Nem mesmo quando ele lhe fala de ternuras.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014


De repente, o espanto...
A vida é cheia de encanto!
Como pudera desaperceber 
Das imensidões (ocultas) nas miudezas?
Poxa, quanto detalhes!
Quase esquecidos...
O coração bate acelerado
Quebrando a (casca)
Alargando...
O genuíno da contemplação
Do toque nas pontas dos dedos
Aos poucos o sorriso lhe escapa
Pelos cantos da boca
E um pensamento lhe atinge como uma flecha...
É preciso acarinhar a vida!
Sem pressa
É preciso sentir nas solas dos pés
A pegada, o chão, as pedras...
Pois, é aos poucos que a vida se deixa mostrar
Já que a mesma anda de mão dada com o tempo
Os seus desabrochamentos e encantamentos
São inesperados
É preciso estar atento aos seus afagos
Mesmo que esteja sujeito aos seus espinhos
Pois, há nas miudezas a possibilidade ser feliz
E alcançar as imensidões.
(As ternuras da vida aos poucos vêm...)

sábado, 15 de fevereiro de 2014


Sonhos nos assombram
Quando os ventos nos varrem o ventre.
O silêncio esvoaça dentro...
Sonhos se tornam prisão
Quando a nossa alma caminha 
Sobre desertos de solidão.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014


Amor é essa imensidão de ternura
Que lhe cabe nas palmas das mãos
Enquanto me envolve em teus braços.
Amor é esse desabrochamento de paz
E aconchego
Que você cultivou em meu coração.
Amor é essa certeza bonita
Que a vida me deu
Depois de tanto choro.
Enfim,
Amor é essa completude que sinto de mim
Enquanto me perco em ti.