REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Ah, silêncio


Há pessoas que não entendem a profundidade da lucidez do meu silêncio.
 Não reconhecem a intensidade da liberdade 
No momento em que sou ave calada no ninho. 
São instantes em que navego na imensidão 
Do oceano que me habita.
E nestas águas dormiram-se as palavras.
É neste silêncio denso que a boca cala-me e alma fala-me.
Quando lado a lado sou corpo e alma
 É o encontro com o melhor e o pior de mim.
E não estou só...
Sou eu e tantas outras de mim.
Companheiras de silêncio
Juntas, somos o poema por mim nunca escrito.
Para muitos o poema insondável...
E de tempos em tempos o silêncio me visita
Para lembrar-me quem eu sou.
(É dentro do mais profundo que a memória grava a história).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cartas de amor


Cartas de amor... Quem não as escreveu
Algumas tão lindas de se ler
Deixam o coração a saltar
Outras tantas sofridas 
Fazem a alma chorar...
Cartas de amor... Escritas por mim
Por ti
Por nós...
Guardadas, choradas, queimadas...
Cartas de amor... Confessados sentimentos
Num sentido vivo de conteúdo.
Almas postas nas pontas da eterna pena do cupido.
Cartas de amor... Pensamentos revelados
Dentro da memória de cada letra.
Manuscritos de muitos corações
Momentos recordados ou esquecidos.
Cartas de amor... Permanecem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Tão fácil te admirar


Delicada flor
Tão pura na sua existência
Primeiramente te apreciei com os olhos
Mas diz-me: porque apenas te olhar 
Se posso te tocar...
E a intensidade desse carinho 
Só tu podes entender
É a ternura em mim
É-me o meu coração
Na palma das mão.

Não sei bem...


Ser flor
Ser bolha
Sentires que só a alma entende.
 Alma quando procura por abrigo
 Fecha-se
E adormece
Num lugar secreto
Despida de si mesma.
Permanece flor
Ou
Permanece bolha
Pode-se exprimir?
Não sei, não sei...
Só sinto a beleza que me assinala o espírito
E a profundidade do momento.

domingo, 13 de janeiro de 2013

É preciso permitir se amar


Após profundo sono em imensidão cinzenta
Se desperta iluminada pela grandiosidade das flores.
 Porque toda luminosidade que precisava
Encontrava-se dentro de si mesma.
Assim sendo, ela deixou o antigo casulo de solidão.
E seguiu seu caminho...
Reaprendeu a confiar e amar.
Descobrira o suficiente para ser feliz...
Precisou amar-se para aprender
A dar e a receber afagos na alma.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Silêncio na alma:lugar habitado


O silêncio na alma 
Era de uma profundidade insondável.
Todavia num lugar secreto no interior
Havia todo um vendaval de sentimentos
Mergulhado num vulcão adormecido.
E em meio a essa ventania sem som
 As fendas vestiam-se de letargia.
As cores cerravam as janelas
 Empurrando a visão a um campo inerte:
Às paisagens delineadas de cinza.
 Sem o imprevisível das belezas das manhãs
A sua volta borboleta dava vida
Alimentava a menina que ali habitava.

Sem amarras


Passou por mim toda faceira, ligeira,
Corria em risos soltos.
Lá longe no horizonte...
... Sem linhas.
É assim que ela enxerga.
É assim que ela vive.
Sem limites.
Tem no olhar a cor-de-fantasia.
Atrevida, marota...
 Flor que se abre num único instante.
Magia, encanto...
Chega veemente e parte sem tempo.
Porque a sei brisa
Em velocidade de tempestade,
 Inquietude a agitar as asas.
Ainda assim, sinto que permanece no ar,
O cheiro de flor que acaba de abrir.
E nos corações de quem a festeja 
Ainda é primavera.

Primavera eterna


Tenho uma primavera a fazer-me cativa.
Agrilhoando-me nos olhos-mão do amor...
Que teima em me fazer feliz.
Felicidade esta
Desenhada em flores-de-mil-cores.

Gente feliz



Gosto de gente feita de abraços, de colo e de risos.
Gente cheia de cores, sem desapego em nuvens.
Gente que desenha sol por onde passa.
Ah... Deus meu!
Gente assim faz-me um bem enorme.
Gosto de gente que está sempre
A desenhar arco-íris no horizonte.
Gente que se curva diante da beleza de viver.
(O caminho para ser feliz está dentro de nós)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Cores de sonhos


Hoje eu só quero o som do vento
Envolvente e profundo
Um som que me escama o sólido
Fazendo-me uma pausa...
... Em outro ser.
Transmutação fluída e nebulosa
A remover-me todas as agruras da vida.
Sem pressa
Que é uma viagem de dentro
Envolvendo-me, tocando-me e dissolvendo-me.
É época de abrir caminho
De purificação.
Vou ser sonhos em cores
 Nos ventos que sopram em devaneios.

Verdades de um coração



Sei que nem tudo me deu prazer.
 E cá dentro
Alguns sentimentos eu preferia esquecer.
Porém, amei como deveria amar.
Lutei achando que valia a pena lutar
E se perdi, tenho o consolo de saber que tentei.
Tentei o melhor que eu podia ser.

domingo, 6 de janeiro de 2013

A amplidão da vida


Rendo-me a cada dia que passa
Dadivando todos os meus delírios.
Venero cada momento...
Desde aos pingos da chuva
A alma lavada das flores.
Desde a suavidade do ar
A intempérie das tempestades.
Desde ao mistério da lua
A majestade do sol.
...
Rendo-me ante a serenidade que me invade...
Enquanto contemplo os sinais, 
Os caminhos e a majestade da vida.
________
Rendo-me ante a insônia do tempo.
Minha alma toda se curva...
À glória de cada instante.


O coração é o olho da alma


A alma nos é o olho do coração.
E a beleza da vida depende de como se foca este olhar.
Há maravilhas à ser vistas
Quando nos permitimos estender nossa visão.
Há toda uma imensidão que nos habita...
A maviosidade da ternura 
O arrebatamento da paixão
O calor do amor...
... Sentimentos à procura de frestas.
E a duração de cada um dentro de nós 
Depende de para onde direcionamos o nosso olhar.

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Foi tentando me encontrar
Que aprendi a viver.
Subitamente, ultrapassei meus limites...
Amadureci, com a chegada do outono.
Encantei-me com a energia das cores
Enquanto contemplava o amadurecimento das folhas.
Pois, a vida deslumbra quem carrega as cores na alma.

sábado, 5 de janeiro de 2013

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Das delicadezas de cada dia 
O belo fica-me tatuado no olhar.
Permito-me esse deleite
Às janelas de minha alma.

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De repente dei-me conta que a vida estava me sorrindo 
E de imediato lhe sorri de volta.

A ilusão dos sonhos


Sinto a ilusão dos sonhos navegando em mim.
Indefinidos, nos espaços amarelecidos.
Quisera eu, que me cingissem de cores.
Em um rico matizado para os meus olhos cansados.


Ela é o poema


Ela retém as palavras entre os lábios
Atando cada letra consigo.
 Pois que lhe são bem mais que palavras
Bem mais que pensamentos...
Em cada letra aflora um sentimento
Sempre em brotamento.
Vindo à tona camada por camada de toda uma vida.
Há-lhe um poema desabrochado dentro do peito.
Ela o declamaria ao mundo...
Se assim o fosse possível.
Porém é sua alma, seu abrigo.
É o coração cinzelado... O umbigo.
É-lhe a essência.

Sou humana


Desafio-me diariamente
Porque não sou perfeita.
Mas, é assim que eu sou...
Caio, levanto e aprendo.
Porém, sou o melhor que posso ser.
Talho o que de mim é verdadeiro
Miro-me e vejo o essencial a minha natureza
Sem mistura ou alteração...
Entalho em pedra bruta a minha essência
E sei reconhecer-me em cada defeito.
Imperfeita, sim!
Todavia, sincera no meu modo de ser...
Desnudo-me em alma e coração.
Geralmente sou entrega, sou emoção.
E nem sempre ajo com sabedoria...
... Sou impulsiva
Transparente demais em meus atos,
Minhas manias, meus desejos.
E gosto de manter as coisas honestas.
Contudo, como muitos,
Tenho meus erros e acertos.
Afinal sou humana .

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Rendição embriagada


Ah!... poesia
Como é doce colher-te a alquimia
Em êxtase despertas...
... Ao encontro dos olhos que a lê.
Ah!... poesia
Leva-me na tua magia
Para que eu possa voar.
Pois dentro de mim as asas bailam
Ansiando à imensidão do poema.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Horizontes de solidão


O reconhecimento das almas foi imediato.
Rostos habitados de ausências
Corações dilacerados de solidão.
Almas perdidas na multidão
Se sentindo sós entre iguais.
Vidas esquecidas...
Que esperavam qualquer coisa do nada.
E talvez
Somente talvez
Esperavam pouca coisa do tudo.