REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Agradecimento à poesia... A mão de Deus



Hoje?
Só quero agradecer...
Aos roseirais  com seus galhos entrelaçados
E a delicadeza das cores das suas flores 
Há embriagar-me com seus aromas
Lentamente divago...
Embarco no caminho das nuvens
Que me oferece os voos
E timidamente bato minhas asas
Perambulando pelo firmamento
Com o olhar sempre adiante...
Minh'alma conversa com as estrelas
Encanto-me pela lua, tão cheia de segredos
A brilhar na escuridão
Tantas madrugadas!
Orvalhando minhas manhãs
Em frenesi rodopio aos primeiros raios do sol
A derramar calor aos corações dos homens
No vencer...
... No perder!
Despindo suas almas, escoltando seus sonhos
Quanto céu!
Hoje?
Quero agradecer ao gozo dos ventos
Em idas e vindas
A trazer-me mistérios
Fazendo-me cavalgar as ondas do mar...
Repartindo, compartilhando 
Sua imensidão,
O mais puro lençol de cetim
Tanto mares!
A dádiva das estações do tempo
Onde a vida começa...
... Termina
Eclodem em uma combinação de cores e sons
Arrepio-me...
Ao bailado colorido das aves 
A imponência de seus movimentos
Cortando os céus
Ah! Como me emociono...
Com as cores da magia 
Do balé das borboletas
Nas janelas da minha vida
 Terra! Abençoada morada.
Onde entalhei o meu ninho
Bendito universo... Mão de Deus!
Hoje agradeço
Por me ensinar poesia.

Viagens em teu jardim


Hoje há somente afagos em minhas mãos.
Trago-as molhadas de orvalho
Para que nunca deixam de florescer.
E suavemente amanheço poesia.
Meus pensamentos sobrevoam
A imensidão do tempo.
E cá estou eu.
Devaneio...
Passado, presente e futuro.
Divago em rimas e estrofes.
Palavras ganhando vida... Minha essência
Em viagens de idas e voltas.
E aqui em teu jardim
Faço-me brisa a desfolhar as tuas rosas.
Que se descortinam em idílio.
Embaralhando no ar doce perfume...
 Fragrâncias que recolho
Para o meu aconchego inspirar.
Um interlúdio de sentimentos
Onde se sobrepõem os pensamentos de um poeta.