REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

domingo, 30 de setembro de 2012

Quando a luz do sol bate na alma


 Você ajudou-me a estar de pé 
Quando ficar de pé é-me tão difícil.
Estar de volta...
Ao mundo real
De olhos abertos para o novo.
Será que devo?
Romper o lacre.
E mostrar o primitivo
Transmutar de sentimentos.
Em minhas almas desencontradas.
Estar de pé...
Uma realidade quase impossível
De suportar.
Experimento o ato de desembrulhar-me.
Entro e saio.
Desnudo-me aos teus olhos.
Cinzelada por tuas mãos
Amparada por teus braços.
Com espanto de aprendiz
Entrego-lhe o coração despido.
Transpareço...
Razão, emoção, amor.
Erguida sobre os ossos dos pés
No corpo
Na alma.
Vagarosamente deixo-me ir...
Brota uma nova mulher cá dentro.
Pronta para o amor.


Mergulhei em mim


Perdi-me...
Por quê?
Tenho becos 
Linhas bifurcadas
De tudo que em mim procuro
Encontro-me...
Eternamente desencontrada
Conheço-me...
Mesmo que não me conheça
 E descobri que a pior prisão
 É aquela onde não existe muralha
Mas não há como fugir
e na minha ânsia de escapar
Não encontro o ponto de chegada
Talvez não haja saída
Porque me encontro no profundo
Mergulhei em mim...
Em caminhos 
Que possivelmente seja apenas miragem 
Entretanto tenho o consolo
De encontrar a minha origem no fundo
A minha garra
Essa força que me faz continuar
Através das ilimitadas veredas.




Ela às vezes parecia segurar o mundo nas pontas dos dedos
Pintava a vida com pétalas de primavera
Ela era assim... fragilidade e imensidão
Carregava as mãos cheias de sonhos,
De vida e vitalidade
Iluminando a escuridão através da sua ternura
Era um poema pintado, sonhado.
Havia amanhecer nos seus gestos
Era o próprio outono a abraçar o horizonte
E as dores do inverno.
Ela... Quase céu
Quase nuvem em lume por meio da sua luz
Mas era apenas ela simples e bela
Vestida de rosa carmim
A própria delicadeza
Uma dessas pessoas a cercar-nos como heras,
Ornamentando os muros de nossas vidas.
Trazia o amor desaguando pelos olhos
E ficar sem a fluorescência dela
Pareceu-me o prematuro final do verão.