REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Re(visão)


Quando você me olhou nos olhos
Eu lhe falei de mim...
Desnudei a minha essência.
Despi de todo pudor
Contei-te sobre o amor.
Mas teu olhar não viu aquela
 Que aos teus olhos estaria nua.
Olhou-me, como uma fugaz brisa.
Encobriu-me, como as nuvens encobrem a lua.
E teu olhar não me chamou de tua.
A minha alma não desvendou.
Passou por mim, enfim!
Portanto, 
Continua sem saber quem sou.
Então vem a mim, amor.
Deixe que eu sinta o teu olhar,
Que te desvele a emoção.
Deixa-me a tua alma revelar
E abrir-te a porta do coração!
E assim tu me verás completa,
O epicentro, da minha alma de poeta.

A dança da alegria


A orquestra afina os instrumentos,
A moça ensaia os passos de dança.
Instigante combinação...
Sons e movimentos,
Cadência harmoniosa das emoções.
Um quadro perfeito!
A musica, a moça trajando vermelho.
A musica sugere a dança,
A moça baila a musica.
A saia começa agitar
E um doce perfume de rosa,
Deixa no ar espalhar.
Enquanto, frenética rodopia.
A dança da alegria!
Um deslumbrante momento,
Eternizado no ritmo do tempo;
A musica, a moça... A magia.


A flor do amor


Revejo as mórulas do passado,
Catálise adormecida.
Permanente mosaico de cinzas,
No ventre do tempo.
Malogrados capítulos escritos,
Epígrafe maculada!
Engolidora de sentimentos,
Um templo de rosas mortas!
Devoradoras da ilusão.
E percebo...
 Que hoje sou capaz,
De desarmar,
O que me aprisiona a visão.
Pois,
Também contemplo!
A flor do amor.
Seleta e única,
Exposição delicada, perfumada.
A tocar-me o coração!
O recomeço,
A propor-me a paz.

A profundeza do meu próprio eu


Sou sombra nua,
Iluminada pela luz da lua;
A profundeza do meu próprio eu.
Silhueta esboçada no chão,
Que se transforma em breu;
Quando a luz se apaga!
E meu céu se cobre de nuvens.
O frio me consome...
Num despertar de sentimentos.
Conflitantes!
Pela dormência da solidão.
Serei eu inteira sem ti?
 Sinto-me dividida,
Sob a noite escura.
Anseio por tua imagem,
Sinto a saudade acoplada no vazio;
Quase num diluir de mim.
Responda-me a sombra sou eu?
Serei eu apenas uma miragem!


Sonhos velados


Alma errante
Em corpo pulsante
Invadindo a imaginação,
Permeada de minha visão;
Espectadora de o meu rabiscar.
Luz diáfana a se transfigurar,
No retrato que faz pintar.
Em teus contornos
Estampas os sonhos;
Convergidos no imaginário,
Por uma pena molhada!
São sonhos velados,
No fundo da alma amassados.
Hoje,
Embebecidos,
Invadem o papel de nuances.
Transbordam,
Na borda do meu olhar!