REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Coletânea de mim


Sou os nós da amarra
Desato um nó
Não há sossego
Desato outro
Não há sossego também
Sou o desassossego...
tenho
retenho
Eu e as outras
Sou única em muitas
ou 
Muitas em uma?
Cada qual pensa por si
ou 
Pensa por todas?
Talvez todas pensem
Por uma!
Sou templo entalhado
transmutado
Por todas
Num corpo que dá forma
Que se perde
Que se encontra
Um retiro de mim
Sou o eco do espelho
Entretanto,
Há várias no reflexo
espelhada
Coletânea de mim.


Quero alguém que seja...


Quero alguém que caminhe ao meu lado
 E que me traga a paz
No auge do meu desassossego.

Quero alguém que me entenda
Não quero que me complete
Posto, que não sou metade!
Porém, 
Que sejamos um só corpo
Unificados pelas leis da terra e de Deus.

Quero alguém que me acompanhe na tristeza
 Compreenda e respeite 
Minha angústia e solidão
Para que só então,
Possa me fazer companhia na alegria.

Quero alguém que me faça sonhar
Sonhos estes,
 Que não se sonham sozinhos!
Entrementes,
 Que seja parte dos meus sonhos.

Quero alguém que seja meu farol
Para quando,
As trevas ameaçarem meu sossego
Seja a luz a iluminar-me a escuridão.

Quero alguém que me dê amor
Que precise do meu amor
E dessa união construirmos nossa história.

Quero alguém que seja...
                                                       Assim.
Para mim!


A passageira das estrelas (inspirado em minha irmã Melry Jaqueline)


Lavada de água e jasmim
Asas a cheirar a pureza
Retinha em si tanta leveza
Amou os píncaros
Voou de olhos fechados
Entre frenética e serena
Voou e voou...
Apanhou lágrimas e sorrisos!
Num afago passageiro
Como se tivesse pressa
Numa madrugada breve
Quase numa miragem!
Pousou delicadamente 
Sobre nossas pétalas
Doou-nos um pouco de si
Tatuou de cores o nosso jardim!
E quando o sol se colocou
Voou suprema...
 Era um pedaço 
Que se soltou do céu
A passageira das estrelas
Foi-se
Sem dizer adeus.

Teia letárgica


O diário continuava em branco
Linhas brancas do seu presente
As páginas negras do passado
Numa teia letárgica
Ocupavam todo o espaço
De sua mente
Intempérie escondida no silêncio
Que lhe abrigava a solidão
Angústia ressequida
Entre as cinzas do coração
Alcova dos seus segredos
Aprisionada no passado sugador
Não via as cores que lhe acenavam
Abrigando a esperança.