REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

sábado, 31 de março de 2012

Amo de olhos vidrados


Amo como criança
De jeito simples
rasgado
Sem medo 
Sem segredo
Amo de olhos vidrados
Sem restrições
Sou criança crescida
Que ainda chupa pirulito
Masca chiclete
Fazendo caras e bocas
Estourando bolhas no rosto
Mas não deixo de crescer
Sai a criança 
Chega a mulher
A esposa
mãe 
Companheira...
Cheia de cuidados
De amor
Amando como 
Mulher-menina que sou
ou 
Menina-mulher
Não preciso entender
Só preciso amar como criança.

A vida lhe sorri


Hoje ela se encontra totalmente livre
Distante de estereótipos
Longe da massificação
Dá asas ao ser livre
original
Cabeça aberta
Mente cheia de novas janelas
Todas abertas para a vida
Ela que já teve tantas amarras
Tantos limites
Segue sem medo
Sem apego...
Despreocupada dos julgamentos 
Vive hoje quem realmente é
Livre daquela que fora um dia
A vida lhe sorri
Aqui e agora
Seu momento...
Ela olha para o céu e agradece
Essa paz que Deus lhe deu.


Avançando lentamente



Ela vai andando em sua direção
O caminho está decorado
Ornamentado de lindas flores
Vermelhas de um sangue rubro
Amarelas flavescentes
Brancas imaculadas 
Em meio a tantas hastes
Há botões fechados
Adormecidos no ventre
Outros entreabertos
Desabrochando para vida...
Toda a emoção comprimida
Em meio a tanta beleza
Impregnada pelos perfumes
Segue em frente
Avançando lentamente
enquanto
Uma composição musical
Chega-lhe aos ouvidos
Um conjunto de sons
harmoniosos
Executados com doçura
E suavidade
Em grandeza
Pela orquestra da natureza
embevecido
Ele permanece imóvel
À espera.



os olhos estampam a loucura


A indumentária estava-lhe um tanto apertada
Parecia que faltara panos 
Quando confeccionada 
Ou quem sabe, 
Seja vestuário que a outros cobriram
Pertences que lhe foram passados
Para lhe aquecer do frio
Proteger-lhe a pele do calor
Cobrir-lhe aos olhos da humanidade
Olhares de desdém
curiosos 
Que nada fazem além de sentirem asco...
As suas mãos pareciam galhos secos
Saindo para fora das mangas
Como um espelho
Demonstrando-nos a fome de décadas
Por entre os dedos finos de unhas sujas
Escorreram a esperança
A bem aventurança
Mãos trêmulas que já não tem mais força
Tentam ocultar-lhe o rosto
Em desvario
Os olhos estampam a loucura...