REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Coração envenenado


Um coração que mendiga pela verdade
Uma alma que acabou de mentir
Misturando os sentimentos
Ventos que sopram ao contrário
Onde o perverso engole a pureza 
Portanto não se tem lugar para absolvição
O amor esta envolto num cortinado de mágoa
Sem benevolência... Sem piedade
É essência amarga e tóxica
 Que encobre a beleza
Coração envenenado
Não tem salvação...
É absinto.

Jardim esquecido


Jardim esquecido
Há tanto tempo
Sem cuidado
Antes tão vistoso
Agora permanece
pedaços de mim
Pétalas caídas 
espalhadas
deprimente
Parece que foi há séculos
Que deixei de te regar
De me envolver
Do teu perfume
Do mel adocicado
Dos teus pólens
Que deixei do simples prazer
De te cultivar
Jardim em mim... 

Silêncio...
Morreu a luz
Basta um olhar
Para ver a sequidão
Alma descrente
Sentimento perdido
Jardim esquecido
No escuro... Só penumbra
Esqueceu a doçura
Perdeu a ternura
Está sem cores
Escondeu-se atrás das sombras
Faz-se noite dentro de mim
No meu jardim...

Prefiro ser louca...


Eu tenho medo de alturas
Porém não evito meus abismos
Porque sou o que sou
E não só o que eu quero
Porque sou eu
E ninguém pode ser por mim
Há imensas vastidões
Entre mim e mim
Que investiga
Cada elemento que sou
Nos redutos da minha existência
Na profundidade mais obscura
Da minha inconsciência
É sempre uma luta dura
De onde regresso
Com olhos cansados 
Por que atravesso
Dias e noites
No vento
Ao relento
Se permaneço
Desfaço-me... Perco-me 
Faço-me refém
Entretanto fujo
Refugio-me na loucura
Para não ter que lidar com o horror
De olhar para a origem
De minhas origens
Onde permaneço oca...
Prefiro ser louca
Que saber quem eu sou
Pois o vazio me assombra.

As lágrimas que choro


As lágrimas que choro
Ninguém as vê cair dentro de mim
Ninguém as vê brotar
Dentro do coração da alma
São lágrimas em preto e branco
Que deixam meu mundo cinzento
São águas do meu lamento
Reprimidas pelo tormento
De certa forma habituei-me
A esta melancolia
A lamber-me a alegria
Um choro que não consigo conter
Habitante das minhas sombras...