REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Falando com Deus

Hoje eu gostaria de só um segundo 
Um milésimo desse segundo
Da sua atenção
Talvez tu me expliques
Sim estou falando contigo
Oh Deus
Será possível me dizer
Qual o meu papel aqui...
Não?
Mas por quê?
Não me digas que vim apenas 
 Para ser mais uma alma errante
vacilante
Vagando por ai
De lá pra cá
Sem rumo... Sem prumo
Sem cura... Nessa loucura
Mas como cheguei a isso?
Não sei...
Poderia me dar à resposta?
Não?
Bem no meu ponto de vista
Eu sou uma teimosa
O erro em mim é lutar
Lutei quando me roubaram os sonhos
Deveria ter desistido ali
Criança frágil
Como vidro estilhaçado
Porém de alguma forma
Juntei-me
Colei os cacos
prossegui
Deveria ter parado
Quando eu tinha tanto amor 
Tanto calor
Para dar
E só recebi a indiferença
Fria e cortante
Como um punhal
Dilacerando lentamente a carne
A alma
Mas resisti
Não desisti...
Nunca esgoto os motivos para continuar
compreendo
 Que luto contra mim mesma
Não admito
Não me encontrar
Não me socorrer
Sempre vou lá no fundo
No profundo
Agarro-me pelas mãos
Trago-me a tona
De novo 
E de novo
Quantas vezes for preciso
Até o dia que tu Senhor
Dizer basta
Vinde a mim
E sobre eu passares o véu
A escuridão
 Terei a resposta...

Alma esfomeada


Sinto-me como uma vela acesa
Consumida pelas chamas
Restando somente parafina derretida 
Porque quem não tem 
Não pode perder
E continuo alma esfomeada
Esburacando-me as entranhas
Retendo no ventre a noite
Onde me envolvo
E alimento-me dos lábios da escuridão
Saciando-me da verdade 
Que a esperança nunca permanece
É uma iguaria muito rápida de se consumir
Passa célere como a correnteza de rio
E a maior parte do tempo estou em jejum.