REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nada mais... só permanência


Compartilhe dos meus sonhos
Talvez nossos sonhos sejam semelhantes
Não feche a porta para mim 
Sem antes de conhecer
Talvez depois vá me desejar de volta
Vai sentir saudades
Não me perca...
Não me deixe seguir só
Talvez queira ir junto
E descubra que este caminho
Seja o que sempre buscou
E na linha de chegada
Sejamos um
Apenas entrega... Nada mais
Então não me peça para ir
Quem sabe perceba que necessita
De mim
Do meu amor
Do meu calor
Por perto
Dentro de ti
Que eu seja o essencial
Do mesmo sonho
Portanto vou ficar e te esperar
Vale a pena...
Não me feche a porta... Nunca.

Harmonia embriagada


Sou eu tão centrada
coerente
angelical
Sou a outra inconsequente
"A louca"
Que ferve... queima
Sem censura

 (Sou lua)

Sou a consciência pura
O aconchego
A ternura
Sou a pele que arde
A fogueira
  A ousada

(Sou veneta)

Sou o capricho
A harmonia embriagada
inconstante
Não sou erro... Nem verdade

(Sou paradoxo)

Nessa disputa
Procuro a mim mesma
Após ter me encontrado
...
Venatória composição
 Ambas tem origem
No mesmo
Óvulo.


Você chegou...


Você chegou
Resgatei-te de mim mesma
Procurei-te em muitos lugares
Mas só quando me olhei
No âmago
Do meu "eu"
Que te reencontrei
Sem mistérios a revelar
Sem segredos... Sem fronteiras
Só essência
transparência
Nunca tinha te fitado
Face a face
Porém sempre esteve aqui
Sempre fui única
Passei uma vida a te esperar
Busquei-te em cada
amanhecer
Nos mais profundos abismos
Mergulhei no escuro
entre
Profundidades insondáveis
Perdi-me...
Até que,
Senti sua presença
Encarando-me... Libertando-me
Tão viva e tão calma
Meu aconchego... Meu abrigo
Como demorastes!
Abro os olhos
&
vejo-me
Tão real
Aqui...
Sou coração
Sou alma
Sou eu.


Que não me perca...


Ninguém é senhor do seu destino
Forças misteriosas dirigem nosso caminhar
São fados que determinam
Ser-se-emos 
Felizes/infelizes
Deste modo nada pude fazer
Fui escolhida?
Ao acaso ou não?
Devo perguntar 
Porque eu?
Revoltar ou calar-me...
Serei uma alma fadada ao exílio?
Com um coração frio e vazio
Viverei sempre o que não quero?
Desaguando (gotas) dolentes
Através do desconhecido
Tão meu conhecido...
Com medo do "lobo mau"
Que me alforria com suas sombras
(que eu não me perca... antes de achar-me).

A Pedra


Um pedaço de carvão
No fundo do mar
Em antiguidade, feio e solitário.

Interrado na lama
Cobrido por peso
Começa alterar

Milhares de anos
O tempo decorre
A pedra subindo.

Não mais carvão
Não mais feio
Não mais escuro.

Transformação completa
Pelo peso e tempo
Um diamante nasce.

É assim com a gente
Começamos a vida
Solitário e escuro.

E com o peso
As dores, desilusões
Começamos mudar.

Até que o dia
Amanhecemos brilhantes
Uma obra completa

Um diamante.

( Timóteo Jertberg )