REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Asas no pé



Outra vez me assombra
Chama-me 
alcunha-me
...de louca
Esgarça essa sua voz rouca
Talvez de fato
 Seja eu louca
E no fim
Meus pés descalços
trilham
Com asas...
Sim, 
Tenho asas no pé
Que me levam às longitudes...
Da sua voz.


Compadece de todos nós



 Ai Jesus!
Compadece de todos nós

De cada um...

Por cada motivo...
Dê-nos luz e direção

Para uns paciência

Para outros entendimento
 Não nos deixe afogar e sair do trilho...

Que tenhamos sabedoria
Amém!

O sequestro


Pobre amor 
Traz consigo
Os braços e abraços
atados
Junto a si
Ele vem sem sentimento
Vem calado... Vem só
Triturando a solidão
Dentro de si
Fora de si
...
Ah amor! 
Esquivo amor
Onde você se perdeu?
Já sei a razão...
É porque amou demais
Quer-se que te diga
O porquê dessa tristeza
Foi porque te roubaram
O coração...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Folha ao vento


Aprendi a escrever para aprender a viver
Em meus lábios somente o silêncio
Mesmo assim bebo dos meus versos
Caminho com asas no pé
O meu tempo está nos versos
(passado, presente, futuro)
Versos leves... Versos soltos
Cultivados com liberdade
Que me permite ser
Ponto de luz
Na infinidade...
Inspira-me e aspira-me
Toda minha inquietude
Deleito-me com todas as rosas
Que são ofertadas
Perco-me... acho-me
Estou abrigada em mim
Na única fonte que me sacia
Embriagada por palavras
Assim eu sigo...
Persigo!
Sem medo
Em chama acesa
De sonhos acordados
Segredos que tomam vida
Desnudos pela escrita
Em versos brutos...
Onde me rasgo
Engasgo
Queima-me e fere
Rasga-se o véu
Revelo-me em carne viva
Eclode
O fundo... Do profundo
Entrego-me
Como uma folha ao vento
Suporto firme
Até que chegue a hora
Em que meu espírito renasça
Junto ao meu jardim. 

Minha escalada


Estou a Abrindo As Janelas de Mim
E Deixando O Sol Entrar.
 Estou Juntando Meus Pedaços...
Perdidos Em Algum Momento.
As Desilusões Marcaram Meu Caminho
Deixando Em Mim Ranhuras.

Caindo E Levantando,
Perdendo Ou Ganhando!

Pedaços Abençoados
De Uma Infância Feliz,
Correndo Atrás de Borboletas
Pegando Vaga-lumes.

Pedaços de Sonhos Que Falam
De Uma Adolescência Risonha
Feita de Coragem E Esperança!
Borboleta Procurando Um Jardim...

Dias Felizes de Namoro
Acreditando Em Conto de Fadas
Cheia de Encanto E Fascínio!
Ora Menina Ora Mulher
Flor Em Botão Se Achando Rosa!
Tão Vulnerável E Tão Guerreira

Pedaços de Um Casamento
Dias Felizes, dias de Choro.
De Percas E Ganhos...
Filho... Benção... Vitória
Mãe, plena... Realizada!
Esposa, amante... Rainha!
Desencontros, lágrimas
Ciúmes Sem Lógica, mágoa.
Sentida... Coração Sofrido!
Desenlace... Separação...

Agora Juntando Tudo
Colando Todos Meus Pedaços
Lembranças... Sonhos,
Renovo!
Uma Vida... Uma História
Minha Escalada!

O mundo ainda é o mesmo



Eu só quero caminhar em paz
Quero uma chance de poder seguir
Tentar encontrar-me outra vez
De novo e de novo
sempre
Nunca desistir
persistir
Mesmo que esteja cercada
De embaraços
De laços
Coberta completamente de nuvens
Mata cerrada
Ainda sou poesia
Vento livre e leve
Capaz de atravessar
galgar
Qualquer obstáculo
&
 Seguir em frente
Ultrapassar meus limites
Mesmo que eu erre e caia
Não vou mudar meu modo 
Der ser
De pensar
Só vou mudar meu modo
De agir
Vou planejar melhor
Com mais cuidado em minhas escolhas
Para não ser surpreendida
Pelas ciladas da vida
Nas sutilezas de pretensos (amigos-perigo)
E ser atropelada
Por mentiras 
Engodo de mentes ardilosas
E perigosas
...
Desilusões e desenganos
Sempre há de haver
Pois a vida 
É a mesma coisa
Só muda a direção
(O mundo ainda é o mesmo)
porém 
Não vou cometer os mesmos erros
Aprendi o valor exato
Entre ser grande e (grandeza)
Grandeza de espírito... magnitude
Estrela de primeira grandeza
E (grandeza) em engano... ostentação
Grandeza de ânimo... magnanimidade
Coração generoso
(grandeza) em falta de caráter... desumano
Grandeza de sentimento... elevado
O melhor de cada um
(grandeza) sem consciência
Ao próximo
Ao amor
À Deus
Mania de (grandeza)
Mas onde devo procurar o caminho?
Na liberdade sem falsidade!
 Nos sentimentos...
Puros e verdadeiros
Estes são a essências viva da alma.

Leve-me para casa


Renda-me em suas folhas
Em teus versos de poeta
Prenda-me dentro da sua poesia
Que eu seja sempre sua inspiração
Faça de mim sua prisioneira
Cativa em teus poemas
Porém livre em tuas linhas
Que em tuas letras eu seja leve
Suave como a seda
Livre como o ar
Que eu seja o infinito em seu pensar
Leve-me para casa
Dentro da sua mente-coração
A maré esta alta
Eu estou escorregando
Simplesmente pendurada
Por um fio
Por um triz...
Procure-me
Tenha-me
Detenha-me
Antes que me esqueça
Quero que você se lembre
Que você é o sol
Que me faz brilhar
Sorrir... caminhar
Você é o único
Que me faz correr
Contar dos meus sonhos
voar
...
Portanto
Encontre as palavras certas
Para me descrever
Não me deixe morrer
Eu não teria para onde ir
Seguir
Não saberia me definir
Estaria nula... Em branco
Sem verso
Em reverso no tempo
Você é minha referência
Meu ponto de partida
A saída...
É você que me faz ser poesia
A imagem
A mensagem
Escrita
Descrita
Sem medo...
Sem medo das alturas
Só quero que você me ame
Ame-me! 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Gosto do adeus


No dia que eu morrer eu sei que vou voar
E ressoará nítida no silêncio 
O barulho de minhas asas 
Pois para onde eu vou
Vou só... livre
Desapego... O pó
Sem o peso da bagagem
Sem medo da viagem
Vou para ficar 
É ali que eu quero chegar
O (sorriso) descansará
De tudo... De nada
E minha sombra adormecerá
Com o gosto do adeus
Vou e voo.


Perdi a direção


De repente perdi a direção
Estou seguindo a esmo
Meus pés deixam-se conduzir
Aqui e ali... Não sei para onde
Não tenho hora de chegada
Meus olhos perscrutam o horizonte
Minuciosamente sem nada conhecer
Não me reconheço mais 
E muito menos sei onde estou
Não sei onde e nem quando me perdi
Não tenho mais o comando
Dos meus dias... Da minha vida
Não sei com exatidão
Quem eu sou
Se meio, começo ou fim...
Se sou o passado no presente
Ou o presente no passado
E também não sei do futuro
Só sei que não estou em mim
Nada mais sei... Enfim.

Cheiro de poesia


Tão bom é sentir o cheiro da poesia
Tem cheiro da minha casa
De lua cheia... De maresia
Das ondas lavando a areia
Minha poesia tem cheiro
Cheiro do amor chegando
Dos meus olhos presos nos seus
Cheiro doce dos teus lábios nos meus
Até mesmo o cheiro do cigarro
Já me tornou comum
Deixa traços no ar da sua presença
Que para mim é o cheiro mais esperado
Cheiro de abraços demorados
De afagos e carinhos
Sem tempo certo de acontecer
Cheiro de prantos e risos
Da surpreendente mistura
Das cores das nossas vidas
Cheiro de maça e canela
Dos ventos em nossa janela
Cheiro de esperança...
Enchendo o ar de promessas
Bom também é sentir
O cheiro acolhedor 
De torta e bolos sendo assados
 Dos amigos na porta
Dos laços sendo apertados
O cheiro bom de pertencer...
São tantos cheiros misturados
No cheiro doce do amor
Com cheiro de poesia.

Coração em reforma


Ele parecia atarefado
 Estava em reforma
Reformando a casa
Jogando os entulhos fora
Limpando o teto
Desmanchando as teias
Da desconfiança... Do ciúme
Desfazendo as pregas dos lençóis
Desenrugando as cortinas
Limpando as paredes 
Do coração
Logo que cessou o vendaval
De ofensas...
De soluços tolhidos
O amor envergonhado
Tem urgência 
De colocar a casa em ordem
Coloca flores na mesa
Escreve um poema
Tem pressa de pendurá-lo
Na parede
Bem no centro do coração
Ainda impaciente
Ensaia de frente ao espelho
Um pedido de perdão
Porém penso eu
Que ao ser redimido
Ele tenha aprendido a lição.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Silêncio de cortina fechada


Eu amo o silêncio
O silêncio da noite
Cheio de promessas
De segredos
Que não se diz
Mas que se sente
Paixões palpáveis
De toques
 Desejos que vem 
Momentos silenciosos
De olhares que se encontram
E dizem 
Palavras não formuladas
Estar em silêncio
Com o silêncio
É estar num lugar seguro
Livre de receios
aprendendo
absorvendo 
O que nos diz o silêncio
Silêncio de cortina fechada
Sou uma ilha em silêncio
Para sobreviver.

Amor (nasce,cresce,permanece)


 Quando o desejo vira amor
 Quando a semente vira flor
 Nasce,
 A ternura da beleza.
  
 Quando o sonho é real
 Quando a convicção é fatal
 Cresce,
 A esperança no coração.
  
 Quando nasce a ternura da beleza
 Quando cresce a esperança no coração
 Permanece,
 Um sentimento para sempre.

( Matheus Rodrigues Aguillar Gera )

Eu não sei a cor do céu


Eu não sei a cor do céu
Uns dizem azul como o céu
Outros dizem azul celeste
Mas já vi o céu cinza
De um cinza quase negro
Que dói de solidão
Já vi um céu branco
De tão límpido parecia chorar
Pela falta do azul
Já vi o céu laranja-avermelhado
Parecia melancólico
Com saudades do passado
Mas é o mesmo céu
Céu aberto
Céu testemunha
Perdido na imensidão.

Apenas May


Sou uma bagunça
Metades do meu todo

Molduras diferentes
De um mesmo retrato

Com a mesma característica
A mesma essência

Sou partículas... Sou conjunto
Tudo reunido

Anexos de mim mesma
Numa busca incessante

Estão todas juntas a voar
São como folhas que flutuam

Sem destino... Sem rumo
Só vontade de chegar...


Nasce um novo coração


No ventre nasce um nova mulher
No peito bate um novo coração
Já ouço suas pulsações
Que me tocam a alma
Estou tomada de emoção
Floresci da minha solidão!
Fui concebida...
Renasci das cinzas
Aprendi com meu silêncio
Meus abismos...
Que ouvir a voz do coração
É ouvir a Deus
Coração bate cheio de sabedoria
Em saber que sou louca
Em minha lucidez
E que sou lúcida 
Em minha loucura
Sendo louca ou lúcida
É o mesmo coração que bate
 Que ama e encanta
Com as pequenas coisas
Como o barulho do vento
Ao beijar meus ouvidos
Dizendo que o mundo
É uma ciranda azul
E que tenho de ser equilibrista
Que se a lua não vem a mim
Eu vou até ela
Lua cheia de segredos
Acabou por me contar
Que o amor não usa máscaras
Ele é puro
Inconfundível!
E que para andar de mãos dadas
Não basta só querer
É preciso caminhar juntos
Seguir na mesma direção 
E que nem tudo vale a pena
Mesmo quando a alma é grande
Contrariando o grande
Fernando Pessoa
Que nos disse:
"Tudo vale a pena
Quando a alma não é pequena"
Uma alma grande não deve doar 
Sorrisos e agrados
 A uma alma pequena
Não vale a pena...
Hoje eu quero mais
Quero o sorriso dado... 
Retribuído!
Não quero só afagar
Quero ser afagada
Quero a ternura compartilhada
Nas palmas das mãos.

Uma hipocrisia


Cobram-nos sinceridade
Mas se você é sincero
Você é um maluco
Que não sabe o que diz
Ninguém quer te ouvir
Não querem escutar a verdade
Você é um embaraço
Dizer a verdade é muito bom
Mas se detesta ouvi-la!
...
"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa,
E muita sinceridade é absolutamente fatal."
 OscarWilde
...
Podemos ser sinceros em silêncio
Se expressarmos em voz alta
Pode haver até "linchamento"
Ser sincero demais te torna um ingênuo
Por achar que as pessoas vão lhe ouvir
Só vão ouvir o que lhes são convenientes
Uma hipocrisia
Neste mundo de conveniências
Hoje te amam
Mas se lhes for conveniente
Amanhã te viram as costas
Passam do outro da rua
Hoje elas te aprovam
Elogiam-te
Mas se lhes for conveniente
Amanhã te jogam na lama
Chutam-te
&
Passam por cima
De você 
Da sua verdade...
"O mundo é mascarado".



Ventos da meia-noite


Sou só mais um corpo 
Cansado e entristecido
Cheio de cacos no peito
A tristeza vertendo lágrimas
Chora a dor de sua ausência
sufocada
Pelos dias que não passam
São ventos da meia-noite
Dentro da escuridão
Fria e escura noite
 Que transforma em cinzas 
Meu coração
Imploro por libertação! 
Deixe-me seguir...
Em paz...
Sem o rosto da saudade
Sussurrando para mim 
Nessa perturbadora solidão.


Cinzas ao vento


As cinzas que você me entregou
Serviram para te devolver ao seu lugar
As espalhei todas
E à medida que se espalhavam
Eu compreendia...
Que tudo não passou de fogo de palha
Fogo sem labareda
Sem calor... Sem ardor
extinguiu
Não se deixou tocar...
Por sentimentos
Puros e verdadeiros
 Portanto que importa as cinzas?
São apenas resíduos... borrões
Nada mais que pó
Restos mortais
Sem vida... Sem paixão
libertando-me
À imitação
De obra mais perfeita
O amor...


sábado, 25 de fevereiro de 2012

A vida


Essa é a Vida,
Não tão fácil como falam
 Nem simples como parece,
   Mas temos que aceitar...
Que na realidade
 O tempo passa, pessoas vão,
Algumas para sempre
   Outras por tempo indeterminado...
E às Vezes
Não queremos ninguém por perto
E tentamos esquecer um passado
   Impossível de ser apagado...
Não Vemos
Que por mais óbvio que seja
 Aquele caminho árduo, estreito,
    Vamos onde sangue é ídolo...
 São Canibalescos,
 Uma faca cravada no peito,
 Coração de pedra, alma de vidro,
   Imortal, seco, sarcástico...
Meu Coração
Que teme tentar e errar
 Por medo de paixão, ilusão,
   De perder amores que vem...
Os meus Suicídios
 Fortalecem-se em decepção,
Nasce o ódio que tudo revira
   E uma vez os amores se vão...
Mas na vida aprendemos
Que viver é a cada dia
 Perceber que entre os amores
 Chances são melhores que nada.

( Matheus Rodrigues Aguillar Gera)