REVELAÇÃO

"Hoje,

Caminho de mãos dadas

Com a felicidade.

E uma enorme vontade de viver...

Sem partida, nem chegada.

Somente uma viagem..."

May Lu

"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama,

Acorda e põe sua roupa de viver."

Clarice Lispector

"Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade"

Oswaldo Montenegro

cultivando flores

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."

"Alguns procuram a felicidade, outros a criam."
O que é bonito tem vínculos dentro do tempo e da distancia. (May Lu)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Do fundo ao mundo


Com uma urgência inexplicável...
Na ânsia de saciar a sede do colorido
As mãos assaltam 
Todas as peças sem vida do tabuleiro.
Suspira com a certeza de quem confia...
Enxerga onde não havia
Absorve o aroma do impossível.
E embebeda-se na fragrância fervilhante
Da vida que acorda.
(O mundo lhe pertence)


domingo, 23 de dezembro de 2012

Um grande amor


Quero um amor que me acomode
Que me sussurre aconchego
Que me abrace com o corpo inteiro
E me envolva na doçura dos apaixonados.
Preenchendo-me todas as lacunas
Até que eu não me caiba dentro.
Chega de boicotar os sentimentos
Tenho pressa do genuíno
A invadir-me a casa, a alma e o coração.
Com a intensidade que nos exige a vida.
Sim eu quero
Porque eu mereço
Um amor verdadeiro.
Deixe que venha
Que se achegue 
E assente em minhas mãos
Pois eu quero
E espero
Desse amor... O repouso.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Visão eternizada


Petrificou-me... Em apenas uma fração de segundos
Como um relâmpago que atravessa a escuridão
E com tamanha intensidade tatuou-me ao olhar...
As janelas do mundo.
Sem máscaras mostrou-me
As delicadezas dentro do tempo.
Em uma viagem de ida e volta
Contemplei a alma das cores
Na delicadeza das flores.
(O eterno esculpido-me na retina)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estou de caso com a vida


A caminhada às vezes pode ser longa e árdua.
Porém, tenho essa vontade bonita de seguir em frente.
Às vezes meus passos vacilam, caio.
Mas no instante seguinte estou de pé.
Aprendo com a vida...
Carrego na alma minha gratidão
Pelos meus fracassos momentâneos.
Foram-me preciosas lições...
O encorajamento para prosseguir caminhando.
Muitas coisas não saíram de acordo com meus planos.
Entretanto foi a sábia experiência que a vida me ofereceu.
...
Quero que meus passos alcancem além
Do horizonte que meu olhar desenha...
Enquanto sigo flertando 
Com os dias que a mesma me presenteia.
Não tenho uma bússola ou uma rota definida
Unicamente improviso...
É assim que me permito viver e sonhar.
Esta é a minha vida à ser vivida
O verbo existir para mim não basta.
Anseio muito mais...
Quero o inteiro da vida.
Aquele inteiro que me vira do avesso
E me revela em amplitude...
De cores e sabores.
Quero da vida todos os seus amores.
...
(Pois cá dentro, me há muito espaço, para as doçuras da vida.)

A vida das palavras.


Quero as palavras em asas de borboletas.
A fim de que floresçam ousadas
Para fora dos pensamentos.
Palavras sem fronteiras,
Sem fim...
Quero palavras
Dentre sorrisos escancarados
Até as lágrimas escorridas.
Palavras com alma, nas pontas dos dedos.
Quero palavras como pétalas...
Que se soltam.
Em voo livre, sem pára-quedas.
E pousam em solo fecundo
Diante à olhares sedentos.
Palavras são emoções em movimento...
Deslizam fugazes, como um sopro.
Ou tempestivas, como um ativo vulcão.
Palavras são rastros,
Pegadas de vidas...
Revelando a concretude dos pensamentos.
Palavras a deriva
Cruzadas, inventadas,
Perdidas e achadas.
Palavras que salvam e condenam.
Já nascem fecundas...
De primorosos contrastes e texturas.
Cada qual com seu estilo.
Palavras imortais e infinitas.
Palavras de muitas falas!
A fonte...
... A ponte
Entre o real e o imaginário.
Palavras respiram.

 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Que seja doce...


Um sorriso
Uma palavra
Um gesto... Um mimo para a vida
Que seja doce...
Os dias finais de 2012
E que seja mais doce ainda o ano de 2013
Feche os olhos e escute a voz da sua alma
Guarda o que  sentiste bem encaixadinho no coração
Boas festas a todos!!!


Através de minha ilusão


Das coisas que trago no peito
A saudade me é doída companheira
No pensamento que voa longe
Das manhãs doces, pelo cheiro das laranjeiras.
Reviro as folhas do tempo
Que me traz, ao cair da tarde, um horizonte desenhado.
Aromas e cores que me acenam
Dias desfiados em mistério, sob a promessa de esperança.
Atordoada, misturo-me ao passado, perdida em mim.
 Quase com medo, respiro a visão a minha frente.
E em virtude das minhas súbitas incertezas 
Eu fico a pensar...
Que talvez fosse somente uma utopia
Delineada em pensamentos de luz
Nas lacunas de minha existência.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Vida, doce vida


A vida é uma exaltação
É lume a irromper a escuridão
É carne, é terra, é sangue ardente.
A vida é aparição
É raiz, é seiva bruta.
Respirando a beleza, o intemporal no universo.
Vida é esse calor que me corre dentro do peito
Através do ardor de cada instante...
Quando aspiro e respiro a pureza do ar.
Deleite, que me é trazido pela brisa.
A vida também se define...
No reconfortante manto das estrelas.
Cúmplice d'minha alma
Pela serenidade que sua presença me dá.
Vida, sublime vida!
Também a sinto... 
Na beleza magistral e límpida das águas.
Jorrando segredos do seu profundo.
 E igualmente estás no poente partilhado.
Aportado em esplêndidas nuvens
Para deleite do meu olhar.
Perpetuamente és vida...
Erguendo-se no céu
 No delineado alvorecer matutino.
Embriagando-me o dia, com as suas múltiplas cores.
Vida, doce vida.
Estou provando dos seus amores.

À permanência do teu olhar


Vejo os teus olhos sorrirem
Ao encontrarem-se com os meus.
Olhar mágico e penetrante. 
Que suavemente me habita
Permanece e me seduz.
E me sinto absoluta.
Rosa única
Desabrochando pétala a pétala.
E te sinto inteiro...
Desde a suavidade da sua pele
Ao avesso de sua alma.
Misturando-se em mim.
É-nos sentimento genuíno
Tão antigo quanto o tempo.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Laços


Escondidos nas linhas do tempo 
Estão os detalhes da nossa história.
Momentos vividos
Esquecidos, adormecidos...
Mas cá dentro do peito ainda espero sentir
Aquela antiga intensidade ao te ver.
Quando o amor não me cabia nos olhos.
E de mansinho se acomodava ao fundo da alma.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Destino


O destino une, separa
Apaga e escreve novos caminhos.
Porém, nem sempre tem a força necessária
Para apagar o antigo escrito.
Criando assim uma espera sem fim...
Pelo final desafiador do inverno.
Gerando uma estampa pálida e borrada
Nas estações da vida.
...
Às vezes o destino é feito de horas sem tempo
Ele passa rápido, em redemoinho.
Arrancando as folhas do calendário.
Dissipando os dias
Consumindo as horas.
Deixando no ar um amargo...
Pelas lacunas não preenchidas.
...
No entanto
Ele também pode acariciar uma longa viagem...
Brincando com as tintas de uma tela em branco.
Embala o tempo com esperança e leveza
Tendo a evidência das nuances dentre as cores.
A escorrer-lhe em pinceladas piedosas 
Pelas pontas dos dedos.
...
Isso significa que o seu toque pode ser...
Rude ou suave
Gélido ou quente.
Mas é fato 
Que muita coisa depende da gente.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Há caminhos...


Há caminhos...  De espinhos, sozinhos, sombrios.
Outros tantos encruzilhados, desenhados, traçados.
Marcados de lágrimas, de tropeços e cansaço.
Tênues linhas de sorrisos revelados, florescidos.
Enternecidos pela fé, pela coragem e confiança.
Cinzelados em pegadas de esperança!
Distanciam diversas, tatuadas na pele do tempo.
Independente das escolhas...
...Há caminhos.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Quando o poema me acorda


Há dias em que acordo o poema dentro de mim
Em outros é o poema que me acorda.
Despertando a sensibilidade que me habita
E tudo me fascina no inteiro que me olha...
Há tanto do mundo no mundo
A descortinar-me amplamente a visão
Que me transborda na retina.
Diante dos desabrochamentos que nada esconde
Sinto a alma do mundo repleta
 A encher-me os olhos de humildade...
Em sua plenitude eis o poema.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Paciência


Acolho os meus invernos
Para contemplar a delicadeza da primavera.


Às vezes há em mim dias frio
 A me encharcarem o coração.
Dias assim me fazem guardar o amor
Ele fica lá, quietinho, ao abrigo
À espera do calor.
Aquele calor que chega suave
Destrancando-me as fortalezas
Aquecendo-me a alma e coração
Em busca de reascender-me a chama...
 Feita unicamente para despertar-me à primavera.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Borboletas na alma


Borboletas na alma... 
São elas que me trazem de volta dos meus abismos
Permitindo assim que eu viva dentro dos meus próprios sonhos
Ao mesmo tempo em que rompe em mim o inesperado
Essa minha inquietude pelas nuances da vida
Posto que rasga em meu peito a dualidade...
Desde a hesitação da dúvida a segurança da certeza
O repouso da paz ao desassossego da guerra
A consolação da esperança ao pânico do medo
Vou do transbordo da felicidade à apatia da tristeza
Da fragilidade da transparência ao mistério do segredo
E no meio de tantas idas e vindas
O elo que me mantém são as borboletas na alma
Indispensáveis ao meu equilíbrio
Tornam-me humana, inteira...
Borboletas na alma são como ostras
Retém a  delicadeza em meio às cicatrizes.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Minha família


Minha família é assim...
Essência unida
Coisas do coração.
De passado e presente nas mãos.
Às vezes a gente se diverge
Porém, nos reinventamos...
Damos oportunidades para o perdão.
Aquele perdão que faz brotar um sorriso manso
Direto do coração.
A minha família é assim...
De ombros largos
Nos momentos de acalentar
A despedida e o choro.
No entardecer da saudade que se faz.
Mas também nos transbordamos 
Em risadas com gosto de manhãs.
Aquelas manhãs escancaradas...
Que fazem o sol acordar por entre as nuvens.
Somos calor, amor.
Entrelaçados de laços sinceros
 Ricos e eternos.
Na presença e na ausência
Na despedida e na chegada.
 Somos atos de fé e esperança no inexato da vida.
Quando esta nos assinala com suas marcas...
Desde o inebriante nascimento de uma criança
Ao indelével vinco deixado por um adeus.
Minha família é assim...
Casa de portas e janelas abertas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sentimento em clorofila


Foi debaixo de uma tempestade
Que venci o meu medo da chuva.
Estive bem no meio dela,
Dentro de um espelho d'água.
E observei-me além do reflexo... 
Refletido estava os vincos nos cantos dos lábios.
Testemunho das emoções vividas.
Desde os ternos sorrisos
Aos gritos que dei.
Também mirei um pigmento esquecido no fundo da íris.
E sob um novo prisma
 Revi tudo que tentei ser
Tudo que fui e sou.
Compreendi que à sombra do olhar cansado.
Além da mulher que me olhava
Existe uma alma florida.
Que ainda conserva a ternura das cores.
Essa mulher olhou para ela mesma.
E entendeu que ela não é apenas um momento
Mas sim a soma de cada centímetro do que já foi.
E continua sendo.
...Ela é totalidade!
Foi nesse exato instante que me convenci
Que há em mim um verde que não amadurece.
A pintar-me a vida de esperança.
Um verde que me ensina e permanece.
É dele que veio minha resistência às tempestades.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Solidão embrionária



Agrilhoada no arrastar das asas do tempo
Na longa espera pela libertação
A melancolia embrionária não adormecia.
E enquanto lá permaneceu
Mergulhou em doído silêncio
O silêncio da espera
Muito além da sua escolha.
Sedosamente envolvida no dolorido casulo
Aguardou pelo momento da metamorfose.
Numa ávida sofreguidão de quem pela luz espera
Temeu pelo precioso momento.
Mas, eis que chega o instante desejado...
Com certa dose de ansiedade
Removeu-se do alvéolo
Abriu suas magoadas asas
E levantou voo.
com polida "indulgência" compreendeu
 Que a diferença entre o voo e o casulo
É apenas uma linha tênue.
 Revelando os opostos fundamentais da vida.
Onde as concepções dos mesmos se revelaram "similares"
Um território de dolorosa solidão
Que está muito além do ornamento das cores.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Oração de gratidão


Eu lhe sou grata...
Pelas vezes que teu olhar posou sobre mim
E enxergou além do meu aspecto
Vendo o melhor que posso ser...
O excepcional oculto pelo habitual.
Sou-lhe grata pela sua capacidade de permanecer
Abraçando-me num laço transcendente
Enquanto a sua força me reinventava...
Com cores de esperança.
Sou-lhe grata por ficar ao meu lado
Dentro da minha solidão
Abrindo-me os olhos para a glória de mais um dia
Quando a minha vontade era de dormir e dormir...
Ante a angústia de mais um dia cinzento.
Mas você me ensinou a resistir
Dando-me a resistência de um cacto no deserto
Deu-me raízes profundas...
Indispensáveis à minha sobrevivência.
Fez-me compreender que eu poderia ter cores
Apesar da aridez que se estendia a minha frente.
Sou-lhe grata pela paz do sono, meu exílio...
Quando dentro de mim habitava o caos.
Adormecendo minhas lembranças
Sedimentada em "carne viva"
Os meus meus olhos fechavam-se.
Sou-lhe grata por ser meu espelho
Enquanto eu ensaiava um sorriso diante das dores.
Um ensaio cansativo esse...
Pois por vezes era-me duro disfarçar
Uma tristeza que persistia e persistia.
Porém com o tempo aprendi
A simular a máscara do disfarce
Diante das agruras da vida.
E sorrio cada vez mais
Diante dos sorrisos retribuídos...
Que em grande maioria são sorrisos débeis, 
Desinteressados e desabitados de calor.
 Máscaras e mais máscaras!
Falta de essência ou carência?
Quem sabe...
Na verdade o mundo é uma ferida aberta
Onde cada um dói e sangra sozinho.
Pode o meu sorriso julgá-los?
Não, com certeza que não.
Pois aprendi que ficar de alma aberta
Dói bem mais que um sorriso mascarado.
E que às vezes não vale a pena expor a minha nudez.
Pois nem sempre há olhos que possam enxergar...
O matiz da mulher que há em mim.
E não saberiam discernir
 Os diferentes tons que me habitam.
Haveriam de se ter olhares
Semelhante ao olhar agraciado que me olhaste.
Trespassando o inteiro do meu profundo.
Sobrepondo-se sobre a minha sensibilidade
Para o colorido que me habita...
Apesar dos meus pesares.
Portanto sou-lhe grata por esse estado de graça
Nesse mundo bonito que você me ofereceu...
Quando suas mãos pousaram sobre as minhas
E sob as tuas mãos repousei.

Obrigado Deus meu!

O sabor do vento



Quase a flutuar ela fica em silêncio
Ao som do vento.
Que se revela um menino serelepe
Despenteando tudo a sua volta.
Sapateando descalço
Entre delicado e arredio...
Deixando nesgas de esperança nos passos. 
Ela pode sentir sua gargalhada
Espalhando no ar um cheiro de flor quando sorri.
 Colorindo todo o quintal do mundo, em redemoinho.
Movimentando nuvens mágicas pelo céu
Num estampado céu-de-mil-cores.
Com uma coloração que era só dela.
É nesse instante que ela agradece
E abre os braços para uma prece.
Numa serena felicidade distraída
Deixa-se embalar na ternura do momento.
Pois que dias assim, não lhe são freqüentes.
Dias assim tem sabor...
Deixam-lhe na alma um suave gosto de mel.
De repente o vento toca-lhe de leve a face
Num suave beijo de despedida.
Beijo assim...
Parece poema preenchendo espaços.
A alma anseia pelo próximo.
_______
Então o vento se deixa ir...
Prosseguindo em seu giro pelo mundo.
Entretanto,
Já não têm mais jeito de menino serelepe
Deixou atrás de si os devaneios.
Desloca-se agitado
Contraindo outros aromas, outros movimentos.
...
(Nada é pequeno quando se prova a ternura do vento)

domingo, 25 de novembro de 2012

(Eu) Fusão de fantasias


Ela é margarida colorida
Mas na intensidade é rosa.
Sim, essa sou eu.
Despindo-se da essência na mulher.
A que tem a fortaleza no coração
E a fragilidade do mesmo.
Aquela que é mais sonho que realidade.
E porque não? 
Sim...
Sou devaneio, imaginação, poesia.
Sou o livro aberto... 
A história que se entremeia de emoção.
Nas páginas escritas com afeição.
Não sou a prudente, a que exala praticidade.
Sou variedade conforme a necessidade...
Não me acerto com a exatidão.
Mas sim com a sensibilidade do coração.
Sou aquela que não aguenta se segurar por dentro.
Sou a que machuca
A que chora
Que dói e sangra as dores do mundo.
Filha da entardecida e doce melancolia.
Também sou do tipo: romântica incurável
A quase sempre vulnerável...
Na mutável dualidade de uma união.
Igualmente sou presença, companheira... 
Nas horas certas e incertas.
Não sei caminhar em linha reta, sem apego.
Meu caminho é assim: Imensidão...
Olhos que volteiam ao redor, carregados de afeição.
Demasiadamente ternura, crença, pulsação.
Carrego um espírito bordado à mão.
Onde os sentimentos acontecem
Sem necessidade de pretexto ou razão.
Sou a subjetividade da fé sem a teoria da religião.
A que crê na infinidade de Deus, 
Do caminho e da vida.
Sem complexidade ou explicação.
Todavia, indiscutivelmente concebida.
E eu sou simples assim... A palma da mão.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Saudade é uma residente teimosa


Saudade é um sentimento que nos toca.
Mas que tão somente nos diz de outras pessoas
Outros lugares...
Saudade é uma residente teimosa.
Ela chega sem pedir licença
E invade o quintal de nossa alma.
E quando à gente percebe
Ela já assentou acampamento em nosso coração.
Aos poucos preencheu todas as lacunas.
 E acumulou-se nos cantos.
E o pior de tudo...
Saudade é um inquilino melindroso.
Com seu jeito afetado e acabrunhado
Ela fecha todas as janelas e portas.
E entre suspiros e lamentos
Censura-nos pelo presente.
Numa comoção profunda pelo passado.
Respira forte e pausadamente
Por entre ais que nos sufocam.
Nostálgica ela arrasta os chinelos pelo chão.
Numa melancolia entardecida...
Esmorecida chora por alguém
Por alguma coisa.
Ou mesmo, lamenta sem causa.
Por algo que nunca teve.
E insiste em permanecer...
Ora doce e suave.
Outras vezes amuada, amorroada.
Tendo o firme propósito de nos acabrunhar.
Às vezes cede-nos um intervalo...
Uma oportunidade para quebrar o cinza inoportuno.
E descobrir que o mundo é maravilhoso.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dor é a metamorfose em nosso coração


Dor... 
Nem sempre a compreendemos.
E ela nos retalha por dentro...
Aperta-nos a alma sem dó.
Entretanto quando alcançamos
A compreensão do seu propósito.
Ela nos aprimora...
A dor é uma fonte de sabedoria.
Ela nos torna mais equilibrados.
E passamos a agir com mais prudência.
Deixamos de supor... 
E avaliamos melhor nossas atitudes.
 Nossos sentimentos.
A consciência da dor nos faz refletir.
descobrimos que...
O que realmente nos importa
É a intensidade dos momentos vividos.
Ao fundo guardados.
Enquanto o suave da vida nos beija.
É a relevância das pessoas em nossas vidas.
De um tempo impreciso...
No todo da vida.
Dor é a metamorfose em nosso coração.


sábado, 17 de novembro de 2012

Há sempre um amanhã


A vida tem seus encantos, sua magia.
Ela ergue a barra da saia e caminha.
Tudo se modifica e continua...
Passado, presente e futuro.
Há sempre um novo começo.
Em cadência, o relógio do tempo escreve nossa história.
Já que o mesmo não é um senhor tranquilo 
Balançando em uma rede na varanda.
 Ele tece e deixa suas marcas.
E as tonalidades da vida muda a cada momento.
As cores precisam se espalhar e modificar.
Para terem a harmonia e a essência
Que nos acaricia a pele
Passo a passo da nossa viagem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Olhos da alma


Por entre a minha capacidade de ver
Para mim grande distância ainda é dentro.
Com os olhos alargados em delicadezas
E seguindo o coração vejo a alma do mundo.
Contemplpor cima de uma montanha
A outra montanha dentro de mim.
É daqui que vejo o horizonte
Sem linhas e infinito
Dando-me delicadezas aos olhos.
E não existe direção desejada
Para meu olhar...
Pois nada sei de nada
Aprendo com o vento
Que levanta a vida dos cantos
E convida-me ao enlevo
Num redemoinho de detalhes.
Encantando-me com suas cores e formas
Minha visão ascende-se e penso...
Nossa que mundo maravilhoso!
Tudo é questão de acreditar...
Minhas noites sempre têm estrelas
Meu céu é sempre azul
Em meu jardim sempre há flores
E em minhas flores sempre há mel.
Porque a vida cá dentro é muito mais...
Descobri-me um paraíso.